Agora é a vez de Porto Alegre implantar o “Crack: é possível vencer”, programa do governo federal que define como será o combate à droga na cidade. A reunião entre os representantes governamentais iniciou na segunda-feira, dia 13, estendendo-se até esta sexta-feira (17). A ideia é constituir uma rede de atenção psicossocial aos dependentes. A terça-feira foi o dia do agendamento das ações de campanha e contou com a presença do governador do Estado, Tarso Genro, do prefeito da Capital, José Fortunati, da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, do secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, além do secretário municipal da Saúde de Porto Alegre, Carlos Casartelli, e do secretário adjunto Marcelo Bósio. O Grupo Hospitalar Conceição foi representado pela médica psiquiatra Maria Gabriela Godoy, da equipe da Saúde Mental.
Conforme o secretário municipal adjunto de Saúde, Marcelo Bósio, ainda este ano, três Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) serão transformados em CAPS-AD III, que funcionam por 24 horas. Até então, o único CAPS-AD III da cidade é o do Hospital Conceição. Bósio também revelou que serão construídos mais quatro CAPS-AD em Porto Alegre. Além disso, serão abertas Unidades de Acolhimento, para aqueles dependentes que necessitam de um tempo maior para o tratamento, bem como devem ser criados Consultórios na Rua, que tem a missão de identificar os usuários de droga e prevenir danos, como o compartilhamento de caximbos.
Segundo a representante do GHC no evento Maria Gabriela Godoy, o fato de o Grupo Hospitalar Conceição ter sido a primeira instituição do Estado a aderir a essas políticas – além de um CAPS-AD III, possui o único Consultório de Rua do Estado – vai ajudar a agregar na qualificação dos serviços que serão criados. Maria Gabriela afirmou que integrantes do Ministério da Saúde frisaram a importância da cooperação do GHC com as ações da campanha.
Créditos: Nathalie Sulzbach (Texto), Arquivo GHC (Fotos)