Na semana em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, o Hospital Fêmina, unidade de saúde do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) totalmente dedicada a elas, passa a disponibilizar um serviço que pode concretizar o sonho de muitas: o de ser mãe. É que a instituição inaugurou nesta quarta-feira, 7 de março de 2012, o Laboratório de Reprodução Humana, que realizará a técnica de fertilização in vitro, também conhecida como bebê de proveta, beneficiando casais inférteis usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a inauguração, a coordenadora da Unidade de Reprodução Humana do Hospital Fêmina, médica ginecologista e obstetra Andréa Nácul, juntamente com a bióloga e embriologista Luciane Baptista, expuseram a proposta do laboratório diante de uma coletiva de imprensa. O evento contou com a presença do secretário adjunto da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Marcelo Bósio, do superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, do diretor técnico do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, do gerente de Internação do Hospital Fêmina, Sérgio Galbinski, e do gerente de Administração do Hospital Fêmina, Leandro Barcellos.
Para o superintendente Carlos Eduardo Nery Paes, a fertilização in vitro é um avanço e uma grande conquista para os casais inférteis. "Esse é um serviço que será disponibilizado pela primeira vez por uma instituição 100% SUS para todo o Estado", afirma o diretor técnico Neio Lúcio Fraga Pereira.
O Hospital Fêmina já trabalha com a seleção de pacientes para fazer a fertilização. Paulo Renato Souza, 50 anos, e Adriana Silva da Costa, 32 anos, serão os primeiros beneficiados. O casal, que está junto há oito anos, se disse muito contente com esse serviço oferecido pelo SUS e conta que realizará o sonho de ter o primeiro filho.
O laboratório integra a Unidade de Reprodução Humana do hospital, que já realiza inseminações intra-uterinas. O novo setor foi construído no nono andar do Fêmina, junto ao Bloco Cirúrgico, em área climatizada e com os equipamentos necessários para a técnica de fertilização in vitro. A obra custou R$ 450 mil, com recursos do Ministério da Saúde. O serviço contará com dois médicos ginecologistas e obstetras, um médico urologista, um biólogo embriologista, além de equipes de apoio de Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Assistência Social. Terá capacidade para fazer mensalmente dez fertilizações in vitro e dez inseminações intrauterinas.
Conforme Andréa Nácul, cerca de 15% dos casais na população em geral têm problemas de infertilidade. Com a técnica de fertilização in vitro, as chances da paciente engravidar são de cerca de 50%. A médica lembra, no entanto, que o SUS não paga os medicamentos necessários para a indução da ovulação. O Fêmina, por sua vez, está buscando, junto à Secretaria Estadual da Saúde e ao Ministério da Saúde, o financiamento dessas medicações.
Créditos: Fabiano Freitas (Fotos)