No dia 9 de março, Carlos Alberto Santos da Silva, o “Lampadinha”, como é conhecido em Gravataí, onde mora, obteve a recompensa de um ano e meio de esforço. Devido à artrite reumatóide, Seu Lampadinha perdera os movimentos nos membros inferiores e tivera limitados os das mãos havia quatro anos. Em virtude dessa dupla dificuldade, lutava para seguir os trâmites necessários para conseguir uma cadeira de rodas motorizada. A conquista foi possível graças ao trabalho em rede (Serviço Social, equipe de Reumatologia) do GHC, que encaminhou o processo que culminou na cadeira disponibilizada pela Secretaria Estadual da Saúde. “Pensar em acessibilidade não significa apenas ser solidário com os problemas dos deficientes, mas ser ativo na melhoria da condição de vida”, disse a assistente social do GHC, Bianca Pereira.
Com a nova cadeira, Seu Lampadinha consegue se locomover sozinho pelos bairros de Gravataí e continuar o trabalho voluntário que desenvolve no Clube de Mães da Vila Cruzeiro. Espécie de faz-tudo na ONG, ele não deixou que seu problema lhe paralisasse. “Eu não sou incapaz. Incapaz é quem tem a mente limitada”, sentencia. Ele destaca também a importante participação da Associação dos Deficientes Físicos de Gravataí e do Centro de Reabilitação de Porto Alegre (CEREPAL) nessa conquista.
Segundo Anne Kreibich Montagner, fisioterapeuta coordenadora da Política de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência (SAPD) da Secretaria Estadual da Saúde, está estudo um projeto piloto para dispensar cadeira de rodas motorizadas, equipamento que ainda não consta na tabela de procedimentos do SUS, mas que ela entende ser indispensável na reabilitação de alguns pacientes.
Os pacientes de Porto Alegre que necessitam de reabilitação física e/ou órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção devem ter a indicação de um profissional de saúde do SUS (médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional) e levar essa solicitação ao Posto de Saúde do IAPI, juntamente com comprovante de residência, carteira de identidade, cartão SUS, e pedir a inscrição. As unidades de referência para os pacientes de Porto Alegre são o CEREPAL e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). No interior do Estado, as pessoas devem procurar a secretaria da Saúde do seu município.
Créditos: Nathalie Sulzbach