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18.05.2012 SAÚDE MENTAL

Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde visita CAPS do GHC

Encontro marcou Dia Nacional de Luta Antimanicomial
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Autoridades em visita ao CAPS AD-III.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, visitou os Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no final da manhã desta sexta-feira, dia 18 de maio. A atividade, que marcou o Dia Nacional de Luta Antimanicomial, teve como objetivo apresentar para o secretário Helvécio algumas ações e iniciativas do GHC para o tratamento aos dependentes químicos e usuários de drogas em geral, às crianças e adolescentes com transtornos mentais e às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Além de Helvécio Magalhães, estiveram presentes às visitas os secretários estadual e municipal da saúde, Ciro Simoni e Marcelo Bósio, respectivamente, o superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, e o diretor técnico do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira.

“O governo federal impulsionou, nos últimos anos, a construção de um modelo humanizado de atenção integral na rede pública de saúde, que mudou o foco da hospitalização como centro ou única possibilidade de tratamento aos pacientes”, explicou Helvécio. Ele lembrou que o 18 de maio é o momento de reafirmação dos princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica brasileira, com ênfase na ampliação de serviços feitos em parceria com municípios e estados e da rede de cuidados a usuários de crack, álcool e outras drogas.

O GHC possui três CAPSs: o CAPS AD-III (Álcool e Drogas) , o CAPS II-Adulto e o CAPSi (Infância e Adolescência), além do Consultório na Rua. A pedido do Ministério da Saúde, o GHC montou uma força-tarefa inédita com o objetivo de formar um modelo nacional de atendimento a dependentes químicos, especialmente de crack. O Consultório de Rua é um veículo colorido com equipe multiprofissional que circula pela Zona Norte de Porto Alegre desde setembro de 2010. A equipe aborda pessoas em situação de vulnerabilidade social, levando saúde, cultura e educação ao local onde vivem os usuários.

O CAPS AD-III funciona 24 horas, inclusive fins de semana e feriados e oferece atenção integral e contínua a dependentes de drogas, por meio de uma equipe multiprofissional recentemente ampliada de 12 para 42 profissionais de saúde. Esse CAPS é destinado a pacientes que necessitam de desintoxicação e atendimento para enfrentar a abstinência e as situações de crise provocadas pela dependência química.

O CAPSi oferece atendimento a crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e dependência de drogas.

Além desses serviços, foram disponibilizados oito leitos de internação no Hospital Conceição para meninas adolescentes com até 18 anos dependentes de drogas. No local, as usuárias ficam internadas por até 90 dias para desintoxicação e tratamento de doenças graves.

AÇÃO

O governo federal lançou, em 2011, o plano integrado de enfrentamento ao crack e outras drogas. Esse plano prevê investimentos de R$ 4 bilhões até 2014. Deste montante, R$ 2 bilhões são destinados para a expansão da rede de atendimento em saúde. Até 2014, está prevista a abertura de 308 Consultórios nas Ruas, 574 Unidades de Acolhimento (adulto e infantil) e 175 novos CAPS Álcool e Drogas 24 horas, além de investimentos nas Comunidades Terapêuticas, que devem receber mais de R$ 300 milhões nos próximos três anos.

REDE DE ASSISTÊNCIA

Atualmente, a atenção especializada em saúde mental é oferecida, no SUS, por meio de uma rede de atendimentos. Prontos para atender de maneira diferenciada pacientes que precisam deste tipo de cuidado. Para atender a demanda, a rede conta hoje com de 1.771 de CAPSs, que estão implementados em todos os estados. Essa quantidade de CAPSs é quase quatro vezes maior que em 2002, quando o país contava com 424 Centros. As equipes que atuam nos centros são formadas por médicos psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde.

Só nos CAPSs, foram registrados, em 2011, 21,77 milhões de atendimentos ambulatoriais em saúde mental, 50 vezes maior que a quantidade desse tipo de assistência prestada em 2002 (423 mil procedimentos). Especificamente para crianças e adolescentes, os atendimentos nos CAPSs infantis saltaram de 12,2 mil, em 2002, para 1,2 milhão, ano passado.

Créditos: Alexandre Costa