A Emergência do Hospital Conceição está funcionando normalmente desde as 9h da manhã desta quinta-feira, 24 de maio, após o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Víctor Luiz dos Santos Laus deferir o mandado de segurança impetrado pela diretoria Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A decisão liminar suspendeu a interdição ética da Emergência do Hospital Conceição, realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren/RS).
Para o diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, a iniciativa do Coren foi irresponsável e poderia ter gerado uma situação de calamidade pública. “Além de não termos sido previamente notificados, a ação do Coren se deu após as 18h, provocando um desserviço à saúde pública do Estado e prejudicando muito o atendimento à população”, avaliou.
O diretor técnico do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, explicou que a superlotação é um problema antigo e que o GHC vem buscando soluções, como a contratação de profissionais. “Recentemente, 51 técnicos em enfermagem começaram a trabalhar. Estamos abrindo mais 384 novas vagas para a Emergência e setores de apoio”, revelou.
Os secretários estadual e municipal da Saúde, Ciro Simoni e Marcelo Bósio, respectivamente, se manifestaram contrários à ação do Coren. “Fechar uma estrutura que é fundamental para o setor de emergência de saúde na região é uma atitude irresponsável e que merece nosso repúdio”, disse Ciro Simoni. “Jamais esperávamos uma atitude destas de uma entidade do tamanho e da representatividade do Coren”, falou Marcelo Bósio.
Durante a interdição, somente pacientes que já haviam passado pela triagem foram atendidos. Os demais foram orientados a procurar outros hospitais. “Os problemas de superlotação existem há mais de uma década e não atingem apenas hospitais públicos. Esta também é uma realidade para instituições privadas. A iniciativa do Coren prejudica principalmente pessoas que dependem dos serviços públicos. Elas sabem a importância do Hospital Conceição para a saúde da população gaúcha. As pessoas mais carentes é que estão sendo penalizadas”, analisou o superintendente.
Créditos: Alexandre Costa