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12.07.2012 HIV/AIDS

Livro “Vivências de gestantes e mães”, sobre mulheres que vivem com HIV, foi lançado no Hospital Fêmina

Publicação traz pesquisa realizada pela Universidade de Caxias do Sul com pacientes da Infectologia do hospital
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Evento reuniu gestores, funcionários e pacientes no auditório do hospital.
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Infectologista Mário Peixoto palestrou sobre HIV/AIDS.
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Livro contém entrevistas com pacientes.

A pesquisa realizada com mulheres que vivem com HIV atendidas no Hospital Fêmina resultou no livro “Vivências de gestantes e mães”. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira, 12 de julho, no auditório do Hospital Fêmina. Durante o evento, foram apresentados os trabalhos desenvolvidos no Hospital-Dia de Infectologia por meio do Serviço Ambulatorial Especializado e da Unidade de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV. Foram distribuídos exemplares dos livros aos participantes do lançamento, que também contou com palestras sobre HIV/AIDS.

Na ocasião, o gerente de Administração do Fêmina, Leandro Barcellos, enfatizou a importância da iniciativa, que “vai ajudar na prevenção da transmissão vertical do HIV”. O gerente de Internação do hospital, Sérgio Galbinski, destacou o trabalho da prevenção da transmissão vertical do Fêmina, que inseriu o hospital em projetos do governo. Também estiveram presentes o secretário adjunto da Secretaria Estadual de Saúde, Elemar Sand, a coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Luciane Franco, o médico infectologista do Hospital Fêmina Mário Peixoto e mulheres que participaram da pesquisa. Elemar Sand lembrou que essa publicação “vem ao encontro da nossa responsabilidade de informar a comunidade”.

O livro foi desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em HIV/AIDS da Universidade de Caxias do Sul e faz parte do projeto de pesquisa da Universidade Johns Hopkins dos Estados Unidos. Por intermédio de entrevistas, foram coletados depoimentos de mulheres portadoras do vírus HIV, 30 gestantes e 35 mães de bebês de até dois anos de idade, que falaram sobre suas experiências, como lidam com o problema, como superaram obstáculos e enfrentam os desafios relacionados à doença. A pesquisa servirá como ferramenta para que os profissionais de saúde compreendam melhor esse tema, qualificando, dessa forma, o atendimento prestado a essas pacientes.

O Hospital-Dia de Infectologia do Hospital Fêmina é composto por um Serviço Ambulatorial Especializado e uma Unidade de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, que prestam, há mais de 10 anos, atendimento a mulheres portadoras do vírus HIV. O setor funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 16h30min, no quarto andar do hospital. As pacientes são encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde quando recebem o diagnóstico da doença durante o pré-natal. No ano de 2011, o serviço atendeu a 1.161 mulheres e 1.353 crianças, destas, 76 infectadas pelo vírus HIV. O trabalho desenvolvido tem como objetivo tratar e orientar as mães, para evitar que os bebês sejam infectados, ou seja, para que não haja a transmissão vertical. As gestantes são atendidas por uma equipe multiprofissional, formada por pediatras, infectologistas, enfermeiras, técnicos de enfermagem, técnicos administrativos e assistentes sociais.

Créditos: Renata Rodrigues Lopes e Nathalie Sulzbach (Texto). Shaid Vieira (Fotos)