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04.08.2012 AMAMENTAÇÃO

Amamentar é Tudo de Bom reúne mães, bebês e profissionais do GHC

Além do lançamento do kit Bebê Seguro, a atividade marcou a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que se encerra na terça-feira, dia 7
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Profissionais do GHC que tratam da mãe e do bebê participaram das atividades.

O II Amamentar é Tudo de Bom, promovido pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) com o objetivo de incentivar o aleitamento materno, reuniu mães, bebês e diversos profissionais da área, na sexta-feira, dia 3 de agosto, no auditório do Hospital Fêmina. Além do lançamento do kit Bebê Seguro, o evento proporcionou a realização de uma roda de amamentação e de uma série de depoimentos de profissionais da instituição sobre a importância da amamentação como forma de melhorar o crescimento e o desenvolvimento dos bebês como um todo.

O superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, enfatizou o trabalho dos profissionais dos hospitais Conceição, Criança Conceição e Fêmina, do Serviço de Saúde Comunitária, que abrange os 12 postos de saúde, e da Escola GHC. Também ressaltou que a amamentação deve se prolongar até os dois anos ou mais e de forma exclusiva até os sexto mês de vida, pois o leite materno é um dos maiores aliados no combate à mortalidade infantil. “Só na última década, o Brasil reduziu a taxa em 47%, graças a um conjunto de políticas públicas voltadas à família, à gestante e à criança”, explicou o superintendente, lembrando que as maternidades do Conceição e do Fêmina são as duas maiores do Rio Grande do Sul, com uma média de 400 a 500 nascimentos por mês em cada uma delas.

Nery também citou o Banco de Leite do Hospital Fêmina, que desenvolve um importante trabalho para os bebês que necessitam de leite materno e para as mães que não conseguem amamentar. O superintendente mencionou ainda o trabalho desenvolvido pela Escola GHC, em relação ao ensino e à capacitação profissional, e a atividade do Serviço de Saúde Comunitária com gestantes, com mães e com bebês. Nery lembrou também que o Hospital Fêmina tem um serviço importante em relação à cidadania: “a criança nasce e já sai do hospital com a certidão de nascimento”, frisou.

Kit Bêbe Seguro

O kit Bêbe Seguro contém uma bolsa com um livro ilustrado e informações sobre medidas de segurança que minimizam o risco de acidentes tóxicos, dentro e fora de casa, tendo como foco principal o cuidado com os bebês dos primeiros dias de vida até o três anos de idade. Além disso, o kit contém um calendário e um trocador. O material, que foi produzido no projeto de Toxicologia, desenvolvido pela Estação Escola GHC do OTICS - Observatório de Tecnologias de Informação e Comunicação em Sistemas e Serviços de Saúde, em parceria com a Anvisa, será entregue às mulheres que derem a luz nas maternidades dos hospitais Conceição e Fêmina.

Importância da amamentação e do leite humano

A amamentação traz inúmeros benefícios para o bebê. Além de desenvolver a respiração pelo nariz, o que permite um maior desenvolvimento da estrutura óssea e oclusão perfeita entre os dentes, garante a formação de um elo com a mãe, considerado essencial para a saúde mental da criança. Mesmo com tantos benefícios, não são todas mães que conseguem amamentar. Pelo menos a metade enfrenta dificuldades, incluindo a pega, o jeito que o bebê suga o seio.

Beatriz Streppel, nutricionista e responsável técnica do Banco de Leite Humano do Hospital Fêmina, lembra que a mãe pode amamentar sentada, deitada, desde que esteja confortável, e o bebê de encontro à mãe, não de barriga para cima. Muitas vezes, o bebê é colocado ao lado dela, deitadinho, o que pode causar uma “pega” errada, causando fissuras no seio e dores, reduzindo, consequentemente, o número de vezes em que a mãe coloca o bebê para mamar.

O tratamento da fissura é feito com o próprio leite, com a mãe ordenhando o seio várias vezes ao dia e passando o leite no entorno do seio. "Amamentar exige tempo e dedicação. Mas esse tempo que a mãe perde de um jeito ganha de outro. Uma criança com todas as suas necessidades nutricionais atendidas fica calma e equilibrada", destaca a nutricionista, lembrando que o leite materno deve ser o único alimento até o sexto mês de vida. “Apenas após os seis meses é que as mães devem oferecer outros alimentos para os bebês”, explicou Beatriz Streppel.

Créditos: Alexandre Costa