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25.09.2012 ENSINO

UFFS apresenta à comunidade os projetos pedagógicos dos cursos de Medicina

Grupo Conceição é uma das entidades parceiras
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Superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes (quarto da esquerda para a direita), destacou a importância do SUS.

Com a presença do Secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, e do representante do Ministério da Saúde e superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Carlos Eduardo Nery Paes, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) realizou, em 24 de setembro, a apresentação dos projetos pedagógicos dos cursos de Medicina a serem implantados na instituição, nos campus de Passo Fundo (RS) e de Chapecó (SC).

Segundo o reitor, Jaime Giolo, foi uma solenidade ímpar na história da UFFS. “Estamos apresentando à comunidade os projetos pedagógicos dos cursos que são voltados para a própria comunidade, com a finalidade de complementar e avalizar nosso sonho de um curso de Medicina público na região. Queremos que os projetos sejam fixados no coração e na cabeça das pessoas, esse é compromisso assumido pela UFFS e pelo seu entorno”, salientou. “As parcerias com as prefeituras, hospitais e centros de saúde também legitimam o processo. Assim que obtivermos um sinal positivo do MEC, iremos trabalhar com seriedade, qualidade e rapidez para a implantação e funcionamento dos cursos”, afirmou Giolo.

O superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, participou do seminário representando o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Paes apresentou um panorama resumido do Sistema Único de Saúde, enfatizando a importância de novos cursos na área da saúde. “O SUS é um sistema de apenas 22 anos que já propicia um conjunto de mudanças aos brasileiros. Anualmente são realizados 500 milhões de atendimentos, cerca de 12 milhões de internações e 30 milhões de tratamentos quimioterápicos. São 120 milhões de brasileiros fazendo parte do SUS. Outro ganho do SUS é a redução da mortalidade infantil no Brasil, que caiu em 50% no último ano”, disse. “O desenho da população brasileira, que hoje agrega um número considerável de jovens entre 20 e 29 anos, requer um novo olhar para o sistema de saúde. Em alguns anos, teremos uma grande parte da população idosa, necessitando de tratamentos dos mais diversos, então, é preciso fortalecer a formação de médicos, voltada à saúde básica, pois hoje os profissionais não permanecem no sistema público. E essa mudança passa pelo desenvolvimento dos grandes centros regionais de saúde, é por isso que Passo Fundo e Chapecó foram contemplados. Faz parte do desafio de fixar os profissionais nos seus locais de origem”, finalizou Paes.

Para o Secretário de Educação Superior do MEC, Amaro Lins, o seminário foi uma consolidação de duas ações do governo federal. “Isso tudo começou com a expansão do ensino superior público para o interior do país, no ano de 2006. Não fosse essa política, nem estaríamos aqui hoje, com uma Universidade como a UFFS, promissora, que em apenas três anos de existência já pleiteia, com vigor e autoridade para tanto, dois cursos de Medicina. O segundo ponto a ser ressaltado é o plano de expansão das vagas dos cursos de Medicina pelo país. Isso requer compromisso da instituição e suporte da comunidade, pois é uma ação de parcerias, como vemos aqui com a assinatura de convênios com hospitais e prefeituras”, avaliou Lins.

Para consecução dos cursos, a UFFS firmou convênios com diversas entidades parceiras, como hospitais, secretarias e gerências de saúde municipais e estaduais, entre elas com o Grupo Hospitalar Conceição.