O Ministério da Saúde divulgou vídeo no qual o ministro Alexandre Padilha fala sobre um ano de implantação do Programa SOS Emergências, ação estratégica para qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situação de urgência e garantir atendimento ágil e humanizado. O Hospital Conceição é um dos doze hospitais brasileiros que integra o programa e assumiu o desafio de enfrentar a superlotação da Emergência. Veja algumas das medidas já adotadas:
Classificação de risco dos pacientes: uma equipe especializada é responsável pelo diagnóstico e pelo encaminhamento dos pacientes de acordo com a gravidade de cada caso. Também foi organizada a gestão de leitos, o fluxo de internação e a implantação de protocolos clínico-assistenciais e administrativos.
Novos profissionais: a Emergência passou a contar com fisioterapeuta, nutricionista, mais uma assistente social, médico neurologista e dois cirurgiões vasculares. Ainda é importante destacar que está sendo realizada novamente a trombólise (destruição de coágulos) no acidente vascular encefálico isquêmico agudo. O objetivo é reduzir as mortes ou graves sequelas que envolvem esses casos.
Leitos de retaguarda para o GHC: parceria entre o GHC, a prefeitura de Canoas e o Hospital Mãe de Deus, está disponibilizando 100 leitos de retaguarda no Hospital Universitário de Canoas (HU) para pacientes do Hospital Conceição, com o objetivo é reduzir a ocupação da Emergência.
Criação do Núcleo Interno de Regulação (NIR): grupo de profissionais que fazem a regulação dos leitos para pacientes agudos, definindo o leito de retaguarda mais adequado para cada caso, seja no Hospital Universitário de Canoas, seja nos hospitais do município de Porto Alegre ou no próprio Hospital Conceição.
Readequação de fluxo: pacientes internados nos leitos de retaguarda do Hospital Conceição são acompanhados por médicos das especialidades, proporcionando maior resolução dos casos.
Reforma na Emergência: atualmente estão sendo feitas obras para qualificar a área física do serviço e resolver problemas estruturais no local.
Inauguração da UPA Moacyr Scliar: Com pouco mais de um mês de abertura, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moacyr Scliar, localizada na Zona Norte de Porto Alegre, apresenta importante resultados na assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da Capital e Região Metropolitana: ampliou o acesso da população aos serviços de saúde de maneira geral, em aproximadamente 10%, além de ter reduzido o tempo de espera e permanência, principalmente na Emergência do Hospital Conceição. “A análise ainda é preliminar, mas já é possível verificar que as ações adotadas pelo Grupo Hospitalar Conceição, por meio das políticas do Ministério da Saúde (SOS Emergências e a adoção de leitos de retaguarda – são 100 leitos apenas no Hospital Universitário de Canoas), têm sido extremamente benéficas à população, com forte impacto em relação à Emergência do Hospital Conceição”, explicou o superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes.
Há um ano, o tempo máximo de espera para consulta no Conceição chegou a ser de até 22 horas . “Hoje temos mais acesso, com presteza e qualidade”, informou o superintendente. Conforme ele, com a UPA, foi registrado um aumento no acesso de atendimentos clínicos de 7,3%, e a média de espera para atendimento na unidade é de 19 minutos. O maior tempo de espera, desde sua inauguração, foi de seis horas.
Com atendimento durante as 24 horas, tanto nos dias de semana quanto aos domingos e feriados, nas áreas clínica, cirúrgica e pediátrica, a UPA dispõe de seis consultórios e 22 leitos de observação, 12 para adultos, quatro pediátricos, dois de isolamento e quatro para situações emergenciais.
A unidade, inaugurada em 28 de setembro, foi planejada para atender casos considerados de menor gravidade e que não oferecem riscos imediatos à vida dos pacientes. Para isso, mantém uma equipe de 176 profissionais do GHC. Além de médicos, conta com odontólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistentes sociais. A capacidade de atendimento é de uma média de 450 pessoas por dia.
A UPA Moacyr Scliar adotou a classificação de risco como forma de priorizar os casos mais graves, evitando o atendimento por ordem de chegada. A ordem de atendimento é realizada em função da gravidade da situação. A Unidade está localizada na Praça Ernest Ludwig Hermann, próxima ao Triângulo, na esquina da Avenida Assis Brasil com a Rua Jeronymo Zelmanovitz.
Confira o que disse o ministro Alexandre Padilha sobre um ano do SOS Emergências
"Olá, trabalhadores e trabalhadoras da saúde! Completamos, neste 8 de novembro, um ano da ação SOS Emergências. Foram doze meses de enfrentamento permanente das principais necessidades dos hospitais que fazem parte dessa estratégia. Nesse período, deixamos claro que a nossa responsabilidade era liderar o processo em busca de uma saúde pública de qualidade. Queremos a plena satisfação dos usuários que precisam de atendimentos de emergência em nosso país. Desde quando foi lançada, a ação foi vista como desafiadora.
Começamos com os hospitais com mais dificuldades e com grande número de atendimentos em diversos Estados brasileiros. Em São Paulo, os hospitais Santa Casa de São Paulo e Casa de Saúde Santa Marcelina. No Estado do Rio de Janeiro, os hospitais Miguel Couto e Albert Schweitzer. Em Pernambuco, o Hospital da Restauração. No Ceará, o Hospital José Frota. Na Bahia, o Roberto Santos. Em Minas Gerais, o João XXIII. No Distrito Federal, o Hospital de Base, e, em Goiás, o Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia). No Rio Grande do Sul, o Nossa Senhora da Conceição e, por último, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, no Estado do Pará.
Juntos, com Estados, municípios, gestores dos hospitais escolhidos e os seis hospitais de excelência do nosso país, demos grandes passos na qualificação da gestão e na ampliação do acesso pelos usuários. Tudo para garantir um atendimento ágil e humanizado nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde. Proporcionamos uma significativa redução de macas nos corredores e abrimos mais de 1.100 leitos de retaguarda em emergência dos doze hospitais. Os recursos investidos totalizam R$ 116 milhões, valor que saltará para R$ 470 milhões até 2014.
Essas ações criam um novo padrão de qualidade no atendimento das pessoas que procuram as emergências. Isso é percebido desde a recepção aos ambulatórios, dos centros cirúrgicos às salas de reanimação. Com o SOS Emergências, o paciente é acolhido por uma equipe que define o nível de gravidade, e o encaminha ao atendimento específico. Também organizaram a gestão dos leitos, o fluxo de internação e a implantação de protocolos clínicos e administrativos. De acordo com as necessidades encontradas em cada hospital, são tomadas medidas para proporcionar a adequação da estrutura e do ambiente hospitalar.
Essas medidas sempre funcionam articuladas com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a rede Saúde Toda Hora, como o Samu 192, as UPAS 24 horas, as salas de estabilização, os serviços da atenção básica e o Melhor em Casa. Onde foi percebido que era importante abrir uma UPA 24 horas para desafogar o hospital, foi aberta uma UPA 24 horas. Onde foi percebido que era importante criar equipes do Melhor em Casa para garantir um atendimento mais humano às pessoas, foram criadas equipes do Melhor em Casa.
O Ministério da Saúde também desenvolve outras ações nesses hospitais: qualificação dos profissionais que atuam nessas unidades, implantação do sistema informatizado da emergência e de videomonitoramento para acompanhar o fluxo de pacientes da entrada da emergência de cada hospital. O SOS Emergências significa cuidar da saúde, mantendo o que é bom e cuidando do que precisa ser melhorado. É uma demonstração de mudança da realidade dos hospitais, que, até 2014, chegará aos 40 maiores pronto-socorros brasileiros, abrangendo todos os 26 Estados e o Distrito Federal. Esse é mais um passo dado em direção ao nosso compromisso de melhorar a vida das brasileiras e dos brasileiros. Um grande abraço."
Créditos: Andréa Araujo