O lançamento da segunda edição do livro “Tuberculose na Atenção Primária à Saúde”, realizado na manhã de hoje, 25, no Instituto da Criança com Diabetes (ICD), integra as atividades da Semana Nacional de Combate da Tuberculose e marca a data referente ao Dia Mundial de Combate da Tuberculose, comemorado neste domingo, 24. A publicação é resultado de uma parceria entre profissionais do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), dos Serviços de Pneumologia do Hospital Conceição e do Hospital Criança Conceição e dos Serviços de Infectologia e de Controle de Infecção do Hospital Conceição, além de pneumologistas do Hospital Sanatório Partenon.
A segunda edição de “Tuberculose na Atenção Primária à Saúde” dispõe de 14 capítulos e faz uma apresentação da proposta de construção da Linha de Cuidado da Tuberculose no GHC. A obra foi construída a partir da perspectiva da rede de atenção à saúde. Além do diretor técnico do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, o evento contou com a presença da coordenadora estadual do Programa de Tuberculose e da coordenadora municipal de saúde do programa, Carla Jarczewsk e Elaine Ceccon, respectivamente. Também participaram do lançamento do livro a gerente do Serviço de Saúde Comunitária do GHC, Claunara Schiling Mendonça, o representante do Serviço de Pneumologia do Conceição Roberto Targa Ferreira e a representante dos organizadores da publicação do livro, Sandra Ferreira.
A gerente do Serviço de Saúde Comunitária do GHC, Claunara Schiling Mendonça, ressaltou a importância do livro do ponto de vista da saúde e destacou o empenho dos profissionais e o trabalho coletivo que permitiu a elaboração. “As equipes trouxeram para si os ensinamentos de cuidado, de prevenção e de diagnóstico precoce da doença”, disse.
Carla Jarczewsk destacou que os primeiros cuidados na atenção da tuberculose se dão na Atenção Primária em Saúde (APS). “É muito importante ver profissionais da Saúde Comunitária do GHC levando o seu aprendizado para outros locais do Estado”, ressaltou Carla.
Sandra Ferreira enfatizou que a APS é o primeiro nível de atenção a partir do qual se realiza e coordena o cuidado de atenção à saúde: “O sucesso do trabalho depende do quanto as equipes conseguem colocar em prática todos os atributos da atenção primária.”
DIA MUNDIAL DE COMBATE DA TUBERCULOSE
O Dia Mundial de Combate da Tuberculose foi lançado, em 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares. As atividades da Semana Nacional de Combate da Tuberculose se estendem no GHC até o dia 28 de março. A comunidade atendida pelas Unidades de Saúde será beneficiada com ações de
educação em saúde. Além de identificadas pessoas com sintomas respiratórios, serão ofertados consultas e exames para o diagnóstico precoce da tuberculose, bem como o tratamento para os casos diagnosticados. Haverá ainda avaliação de todos os contatos de pessoas com tuberculose para prevenir a doença.
A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch. Esse foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial e hoje persiste com 8 milhões de doentes e 3 milhões de mortes anuais.
No Brasil, são 50 milhões de infectados e uma média anual de aproximadamente 100 mil casos novos e 6 mil óbitos pela enfermidade. Cada paciente pulmonar bacilífero (BK+), se não tratado, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. A tuberculose infecta pessoas em todos os países do mundo, tanto ricos como pobres. Contudo, a pobreza, a desnutrição, as más condições sanitárias e a alta densidade populacional são fatores que contribuem para a disseminação da doença.
Nos últimos anos, o Brasil e o mundo vêm ampliando esforços para o controle da tuberculose, que continua sendo um grande problema de saúde pública, essencialmente em função do aparecimento da Aids, do aumento do processo migratório e da pobreza. Os índices da doença, que diminuíam gradativamente na década de 80, voltaram a crescer nos anos 90, associados ao também risco de aparecimento de bacilos resistentes.
Créditos: Alexandre Costa