Os ministros da Saúde e da Controladoria Geral da União, Alexandre Padilha e Jorge Haje, respectivamente, visitaram nesta quarta-feira, 8 de maio, o Grupo Hospitalar Conceição. Padilha ressaltou a importância de bem informar a população para não criar um clima de alarmismo, tendo em vista que essas bactérias se disseminam no ambiente hospitalar, principalmente em hospitais de alta complexidade, acometendo pacientes em situação crítica, em uso de vários antibióticos.
A pedido da presidenta Dilma Rousseff, em virtude de o Hospital Conceição fazer parte do Programa SOS Emergências e ser vinculado ao Ministério da Saúde,os ministros vieram a Porto Alegre aprofundar o diagnóstico dos casos de infecção hospitalar por germes multirressistentes Carbapeném, a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) e a New Delhi metallo-B-lactamase-1 (NDM-1), identificados na instituição. Esta bactéria circula desde 2010, em vários países, como Canadá, Estados Unidos, Paraguai e Argentina.
“Essas bactérias surgem pela resistência aos antibióticos”, explicou o ministro Alexandre Padilha, que também é médico infectologista. Ele explicou que o Hospital Conceição, por ter um protocolo de busca contínua de bactérias multirresistentes em pacientes internados em áreas fechadas, como na UTI, registrou quatro pacientes colonizados pela NDM-1 e um caso de infecção, sendo que este paciente teve alta hospitalar. Também foram identificados 18 pacientes com a bactéria KPC, sendo que seis deles estão na UTI e apenas um infectado.
Para enfrentar o problema, o ministro Alexandre Padilha anunciou o bloqueio de quinze leitos da UTI do Hospital Conceição a fim de reduzir a colonização de bactérias e reduzir a infecção de pacientes. Numa parceria com as secretarias estadual e municipal da Saúde, para não desatender a população, serão abertos cinco leitos de UTI em hospitais de Porto Alegre e dez em Canoas. Também será ampliado o número de profissionais de limpeza na UTI e em áreas fechadas do Conceição, bem como mais controlado o uso de antibióticos, além de intensificadas ações do Programa SOS Emergências. Padilha destacou ainda que outros hospitais devem intensificar ações de vigilância para prevenir novos casos.
O ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Haje, disse que os casos de infecção serão apurados e que a direção do GHC está “absolutamente transparente, aberta, profissional e colaborativa para fazer o diagnóstico da situação”.
O superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, por sua vez, explicou que é rotina na instituição buscar a identificação desse tipo de bactéria.
Créditos: Andréa Araujo