A Coordenação e as Comissões de Gerenciamento de Risco do Grupo Hospitalar Conceição promoveram nesta terça-feira, 27 de agosto, a 3ª Jornada de Cirurgia Segura do GHC, no auditório do Instituto da Criança com Diabetes (ICD). O objetivo foi sensibilizar e mobilizar os profissionais para a temática da segurança do paciente e da cirurgia segura, criando espaço de discussão, divulgando conhecimentos e desenvolvendo ferramentas que possibilitem mudanças nas práticas assistenciais.
Neste ano, foram abordados temas que envolvem estratégias para garantir que seja realizado o procedimento certo, no paciente certo, no local certo, bem como tomadas medidas no processo cirúrgico tal como protocolo de alergia ao látex e Bundle de prevenção de infecção de sítio cirúrgico. Também foi tratado sobre a atenção ao paciente na sala de recuperação e a importância do checklist antes da cirurgia.
O superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, ressaltou a importância da jornada, pois ela apresenta medidas preventivas para que haja segurança no atendimento ao paciente internado. A coordenadora do Gerenciamento de Risco, Lovani Lohmann, acredita que o evento traz oportunidade de mobilizar os profissionais sobre a importância do checklist. Após a abertura, o grupo teatral UTI Nossa Senhora da Conceição apresentou uma peça bem-humorada, na qual os personagens eram profissionais da saúde passavam por sufocos, decorrentes da falta de atenção no bloco cirúrgico.
Baseado no princípio de que os pacientes não devem sofrer danos que resultem do cuidado médico, a questão da segurança do paciente tem assumido destaque expressivo nas ações de melhoria de qualidade em vários países. O dano não intencional causado ao paciente decorrente do cuidado, denominado de evento adverso, pode resultar em incapacidade temporária ou permanente, prolongando do tempo de permanência e até mesmo a morte do paciente.
Nesse contexto, uma das grandes preocupações mundiais são as mortes e eventos adversos causados em processos cirúrgicos. Uma revisão sistemática realizada em 2008 revelou que um em cada 150 pacientes morre em consequência de eventos adversos, sendo que quase dois terços destes eventos estavam associados ao cuidado cirúrgico.
A preocupação coma ocorrência de eventos adversos em processos cirúrgicos levou a Organização Mundial da Saúde, em 2005, o Desafio Global “Cirurgias Seguras Salvam Vidas”, com várias recomendações para garantir melhoria na qualidade e segurança nas intervenções cirúrgicas: prevenção de infecções de sítio cirúrgico, anestesia segura, equipes cirúrgicas seguras e indicadores da assistência cirúrgica. Dentro destas intervenções surgiu o checklist da cirurgia segura.
Créditos: Richard Borges