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16.10.2013 TRABALHADORES

Decisões judiciais obrigam o GHC a alterar o modelo de compensação de horário praticado pelos trabalhadores

Acolhendo a demanda dos advogados das associações e sindicatos, a Justiça não está mais reconhecendo como válida o modelo de compensação de horas trabalhadas acima da jornada diária. O volume de ações ajuizado passou das três mil, sendo que o GHC está recebendo em média sete ações por dia.

A diretoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) recebeu na manhã desta terça-feira, 15/10, representantes da Associação dos Servidores do GHC (Aserghc) para discutir o cumprimento dessas decisões judiciais que passaram a ser estimuladas, mesmo que o Banco de Horas esteja previsto em Convenção Coletiva e seja de interesse da instituição e da maioria dos trabalhadores.

Esta é a quarta reunião realizada neste ano entre a diretoria e os representantes dos trabalhadores, com objetivo de discutir esta pauta, sem que tenha sido apresentada nenhuma proposta concreta capaz de evitar a extinção do modelo de gestão do Banco de Horas em vigor na instituição e de interesse para a assistência.

O diretor Administrativo e Financeiro, Gilberto Barichello, informou que em razão das milhares de ações encaminhadas à Justiça por trabalhadores do GHC, solicitando o fim do Banco de Horas, a diretoria do Grupo terá de acatar as decisões judiciais e, com isso, extinguir o banco de horas. “Somos obrigados a cumprir as determinações judiciais, não restando alternativa. Em média, a cada dia são abertas sete novas ações, o que já totaliza mais de 3.000 processos”, advertiu.

Barichello informou que o passivo trabalhista do GHC está estimado em R$ 90 milhões, valores que consomem parte significativa dos recursos destinados à saúde da população. A diretoria do GHC e os representantes da Aserghc marcaram novo encontro para dar continuidade às negociações, com data a ser definida.

A diretoria do GHC ressalta que os trabalhadores serão informados sobre mudanças ou alterações no que diz respeito à rotina de trabalho na instituição. Nenhuma decisão será tomada sem a conclusão de um minucioso estudo sobre o impacto causado por quaisquer medidas adotadas pela gestão em relação à qualidade da assistência.

A diretoria do GHC entende que o Banco de Horas, tal como está previsto na Convenção Coletiva de trabalho, é um instrumento importante para a gestão e para os trabalhadores e que infelizmente está sendo inviabilizado.

Créditos: Alexandre Costa (mtb-7587)