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06.11.2013 ARTE E CULTURA

Circo Nacional da China leva alegria ao Hospital Criança Conceição

Sete integrantes de uma das companhias circenses mais respeitadas no mundo levaram carinho aos pacientes, durante visita do circo, na terça-feira à tarde
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Artistas se apresentaram na emergência.
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Depois, no anfiteatro.
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O grupo que veio ao HCC.
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Malabarismo e contorcionismo encantaram a todos.
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O sorriso no rosto dos pequenos pacientes foi a maior recompensa que os sete integrantes do Circo Nacional da China conquistaram durante a visita ao Hospital Criança Conceição, na tarde ensolarada da terça-feira, dia 5 de novembro. Com mais de 50 anos de trajetória, o grupo está em Porto Alegre para apresentar o premiado espetáculo “A Bela Adormecida”, ausente no país desde 2008.

O Circo Nacional da China é uma das companhias circenses mais respeitadas no mundo, com especialistas em equilíbrio, contorcionismo e força. Os integrantes têm entre 13 e 20 anos e começaram a treinar com cinco anos de idade. Para ingressar no circo, é preciso um treinamento de quase dez anos. O elenco, que também conta com profissionais convidados da Rússia e da França, é formado por 34 integrantes. Para praticar a arte, os estudantes chineses são convidados a estudar, treinar e morar na escola mantida pelo circo nacional.

Leia a entrevista de Camila Machado, produtora responsável pela turnê do Circo Nacional da China, concedida ao jornalista Alexandre Costa

A visita ao Hospital da Criança Conceição faz parte de um programa de valorização dos aspectos sociais?

O Circo Nacional da China valoriza os aspectos sociais e a realidade das cidades por onde passa. As visitas a hospitais são habituais, e eles sabem a importância disso, até pela questão das crianças estarem passando por uma dificuldade, que é estar doente.

Quantos componentes têm o circo nacional da China?

Essa turnê conta com 34 integrantes ao todo. Desse total, 28 são acrobatas, além do pessoal da produção. Hoje, trouxemos sete artistas. A mais nova do grupo tem 13 anos de idade e o acrobata mais velho tem 27 anos. Uma média entre 17 e 25 anos.

Essa é uma idade escolar, como fazem para conciliar seu trabalho com os estudos?

A cultura chinesa é diferente, então o estudo é diferente. Esses artistas entram para a escola de acrobatas, que é formada por esportistas, já aos três anos de idade. Então a vida deles é resumida a essa escola. Eles não têm a mesma formação, aprendem o básico em relação aos estudos e têm muitas atividades relacionadas à parte esportiva.

E como se dá a questão familiar? Eles ficam distantes dos seus familiares? Por quanto tempo ficam em viagens?

Durante as turnês fica um pouco mais difícil manter contato com a família. É tudo pela internet. Por isso, não pode faltar conexão. Eles estão sempre on-line e isso é algo muito importante para manterem contato com seus familiares e amigos. Quando estão na China, eles têm uma carga de treinamento muito grande, em média de seis a oito horas por dia. Estão acostumados com a falta de convivência.

A equipe de vocês está acompanhando o trabalho deles aqui no Brasil, desde o dia 9 de setembro. Durante esse período de convivência, o que mais chama a atenção em termos de comportamento e atitudes?

É um grupo muito animado, brincam bastante, são bem-humorados. Temos uma grande dificuldade em relação à linguagem, pois só falam mandarim e muito pouco de inglês. Dos 34 integrantes, só um fala inglês e outro fala português. Mas eles têm humor, ficam na base da mímica, é muito bacana.

E como eles veem a questão das visitas aos hospitais? Como lidam com isso? Como interpretam?

Eles entendem a responsabilidade que têm como artistas, são preparados para isso. Às vezes, dizem que são um pouco frios, mas isso acontece porque a cultura deles é diferente. Nós, brasileiros, gesticulamos muito, falamos muito. O trabalho deles requer alta concentração.

Créditos: Alexandre Costa (mtb-7587)