O diretor-superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Carlos Eduardo Nery Paes, participou de reuniões nesta quarta-feira, 15 de janeiro, em Brasília, para tratar da implantação do Curso de Medicina do GHC. Até o início de fevereiro, será apresentada ao Conselho de Administração a proposta de ampliação de quadro de pessoal para a docência, que, posteriormente, será encaminhada aos ministérios da Saúde, do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG) e à Casa Civil.
O curso, que integra o programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, está previsto para iniciar as atividades em 2015, com apoio das pastas da Saúde e da Educação bem como cooperação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). O intuito é formar médicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme Nery Paes, a formação médica deve atender às necessidades da população, ampliando o acesso ao sistema.
Ao lado da secretária estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, Sandra Fagundes, o superintendente do GHC esteve com o secretário de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde, Mozart Sales, e com o secretário executivo do Ministério da Educação, Henrique Paim Fernandes. “É importante desenvolvermos um trabalho integrado à Secretaria Estadual da Saúde na consolidação do projeto do Curso de Medicina”, explicou Nery, lembrando que o secretário Mozart Sales se comprometeu na agilização dos trâmites junto ao Ministério da Saúde, além do financiamento de equipamentos para o Curso de Medicina do GHC.
Projeto
O projeto do Curso de Medicina está dividido em quatro matrizes de trabalho, são elas: estrutura, método pedagógico, grade curricular e habilitação da Escola GHC como Instituição de Ensino Superior. A ideia do curso, voltado para a atenção básica, é que os alunos tenham aulas teóricas e práticas em instituições estrangeiras, nos moldes do programa Ciência Sem Fronteiras. Eles também atuariam em uma unidade básica de saúde desde as primeiras semanas de aula, como já ocorre na UFFS. Modelo este que foi montado com o auxílio do GHC.
Por ser vanguarda em atenção primária, ser um hospital de ensino e ter 100% de sua dedicação ao SUS, além de possuir parâmetro de qualidade internacional, sendo comparado a unidades de saúde da Inglaterra, Holanda, Espanha e do Canadá, o GHC reconhece a sua importância na sociedade e se objetiva na formação de novos médicos. A instituição, que já serve como ambiente de aprendizagem para pelo menos seis mil alunos da área da saúde a cada ano, possui um corpo profissional de 174 mestrados e 57 doutorados.
Rede Cegonha
Ainda no Ministério da Saúde, o superintendente do GHC participou de reunião com a diretora da Secretaria de Atenção à Saúde, Cleusa Bernardo, e com o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas, Dário Pashe, coordenador do Programa Rede Cegonha, para tratar da agilização dos recursos referentes às habilitações de serviços com os respectivos pagamentos.
Créditos: Alexandre Costa