Com o objetivo de promover a educação em saúde para familiares e cuidadores de pacientes internados, a fim de qualificar os cuidados no pós-alta hospitalar e contribuir para uma melhor qualidade de vida dos pacientes, o Serviço de Neurocirurgia do Hospital Cristo Redentor criou o projeto Roda de Conversa. Em andamento desde outubro passado, a iniciativa trata-se de encontros temáticos entre a equipe de saúde e familiares e cuidadores de pacientes para desmistificar sobre as doenças neurocirúrgicas e cuidados no pós-alta, além de fortalecer a relação de vínculo entre os mesmos.
Os encontros ocorrem todas as quintas-feiras, das 12h às 13h, na sala 225 do hospital. Cada um deles tem um tema diferente, apresentado por um profissional da equipe. São abordados entre os assuntos “Doenças neurocirúrgicas”, “Cuidados com o trato urinário”, “Aspectos emocionais”, “Prevenção de escaras”, “Cuidados e conforto do paciente acamado”, “Recursos da rede externa (acessso a postos de saúde, previdência, judiciário)”, “Dificuldades de deglutição e alimentação por sonda nasoenteral”.
Na última Roda, realizada em 13 de março, o chefe do Serviço, médico neurocirurgião André Cecchini, conversou com cerca de quinze familiares sobre o tema “Doenças do Cérebro”, onde falou sobre o funcionamento do órgão, possíveis lesões e o que estas podem acarretar. Os familiares, atentos, tiraram dúvidas e trocaram experiências.
A Neurocirurgia do Hospital Cristo Redentor é serviço de referência nacional e consultor do Ministério da Saúde. Com equipe multiprofissional, formada por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, assistentes sociais e nutricionistas, promove atenção integral a cerca de 120 pacientes diários, muitos deles com longo período de internação devido à gravidade do quadro.
Conforme a assistente social Letícia Tagliapietra, o projeto Roda de Conversa é um trabalho fora da rotina do Serviço e surgiu para a equipe se aproximar ainda mais dos familiares e cuidadores e levar informações a eles, minimizando dúvidas e ansiedades diante da nova condição de seu familiar (paciente) após a alta hospitalar. A fonoaudióloga Sílvia Sartori conta que a recepção tem sido bastante positiva. “Quem participa de um encontro, costuma voltar”, revela. Ambas as profissionais destacam que é comum ver no espaço o apoio mútuo despertado entre os familiares.
Créditos: Andréa Araujo (Texto). Bruna Goulart (Fotos).