Na última segunda-feira, 17 de março, o Chalé da Cultura do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em parceria com o Ponto de Cultura Ventre Livre, realizou a Oficina de Quadrinhos e Cartum no pátio interno do Hospital Conceição. A oficina foi ministrada pelos cartunistas Santiago e Rafael Corrêa. Santiago é um dos maiores artistas da área, atualmente trabalha para o jornal Extra Classe e para a revista Le Monde Diplomatique Brasil. Já Rafael, que teve seu trabalho reconhecido em diversas premiações, participa de oficinas em escolas, feiras e pontos de cultura. As 20 vagas disponibilizadas para a comunidade em geral foram preenchidas por alunos de todas as idades.
O objetivo da oficina foi ensinar para os alunos algumas noções de desenhos como anatomia, perspectiva, luz e sombras, composição e arte final; técnicas como grafite, nanquim, cores e colagem; a linguagem, a narrativa e a simbologia das histórias em quadrinhos; exemplos, tipos, estereótipos, arquétipos e expressões de personagens; como criar um roteiro; trabalho em equipe; e produção de fanzine. Além disso, os cartunistas explicaram qual a diferença entre cartum, charge, caricatura, ilustração e história em quadrinhos por meio de desenhos e livros.
De acordo com Roberto Leandro de Oliveira Dias, usuário do CAPS II pertencente ao GHC, este tipo de oficina é um meio das pessoas que gostam de desenhar aprenderem quais são as técnicas que os cartunistas utilizam nas histórias em quadrinhos. “Eu gosto muito de desenhar, mas só sei fazer retratos. Eu olho para a pessoa e faço um desenho do rosto dessa pessoa. Resolvi participar para aprender a fazer novos desenhos e melhorar os meus retratos”, afirmou Roberto.
O funcionário do setor de Gerência de Materiais do Hospital Conceição Richard Gomes se inscreveu com o intuito de aprimorar seus desenhos por intermédio das técnicas dos cartunistas. “Sou artesão, escultor, gosto de desenhar, e o Santiago é uma referência para mim nessa área”, disse Richard.
Segundo Rafael Corrêa, as pessoas precisam ter acesso a esse tipo de oficina, pois quanto mais cedo uma pessoa começa a desenhar histórias em quadrinhos, mais rápido ela conseguirá desenvolver suas habilidades.
Créditos: Bruna Goulart