A direção do GHC informa que um acordo firmado na noite de quinta-feira, dia 3 de abril, com os representantes dos sindicatos da saúde e com mediação do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, definiu que todos os leitos das UTIs adultos e infantis da instituição devem estar à disposição dos pacientes.
O acordo determina ainda o livre acesso dos pacientes a todas as emergências da instituição, inclusive aos centros obstétricos. Em relação ao cartão ponto, ficou estabelecido que os funcionários podem adotar o sistema de rodízio, mas ao aderirem à greve terão que registrar a sua saída. O acordo prevê manutenção de 80% dos serviços nos setores de emergência e urgência, UTIs, centros obstétricos, blocos cirúrgicos, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e unidades que produzem exames de urgência e emergência e de 50% nas demais áreas.
Além do diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, a audiência teve a participação dos diretores Técnico e Administrativo Financeiro, Paulo Bobek e Gilberto Barichello, respectivamente.
Impacto causado pelos primeiros seis dias de greve no GHC
Cerca de 39% das cirurgias eletivas foram suspensas no GHC. No total, 349 pacientes já foram prejudicados, muitos na espera há meses. Foram registradas 396 internações a menos que mesmo período em 2013.Mais de um terço dos pacientes que usualmente buscam as emergências portas abertas 24h deixaram de ocorrer nos últimos seis dias
principais pontos do acordo
· Será mantido 80% do serviço nos setores de emergência e urgência, UTIs, centros obstétricos, blocos cirúrgicos, Unidade de Pronto Atendimento (Upa) e unidades que produzem exames de urgência e emergência;
· Nos demais setores dos hospitais, o serviço deve se manter em 50%;
· Os trabalhadores poderão estabelecer rodízios durante as jornadas de trabalho para o atendimento à população, desde que os percentuais acima sejam respeitados;
· O GHC compromete-se a não impedir o acesso ao registro de ponto por parte dos trabalhadores; estes, por sua vez, devem registrar fielmente entradas e saídas;
· Os sindicatos comprometem-se a manter o serviço de forma a não fechar nenhum leito de UTI e nem prejudicar a rotina de atendimento dos pacientes internados nestas unidades;
· Os efeitos das punições aplicadas a trabalhadores em virtude da greve ficam suspensos até a próxima tentativa de negociação, na terça-feira, inclusive quanto a eventuais descontos de dias parados;
· Os representantes dos sindicatos e do Grupo Hospitalar estabeleceram o horário das 19h desta sexta-feira (4/4) para que os parâmetros acima vigorem de forma plena, já que é necessário tempo para que os trabalhadores sejam avisados das normas e os gestores consigam organizar o trabalho.
Leia as informações publicadas pelo TRT no link abaixo,
http://www.trt4.gov.br/portal/portal/trt4/comunicacao/noticia/info/NoticiaWindow?cod=879550&action=2
Créditos: Alexandre Costa - jornalista mtb 7587