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23.04.2014 ENSINO E PESQUISA

Jornada Científica do GHC debate novas tecnologias em saúde

A necessidade de incorporar novas tecnologias às rotinas de trabalho tem sido objeto de preocupação dos gestores na área da saúde.

A necessidade de incorporar novas tecnologias às rotinas de trabalho tem sido objeto de preocupação dos gestores na área da saúde. Este foi um dos apontamentos feitos pelo diretor Técnico do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Paulo Bobek, durante a abertura da 3ª Jornada Científica, evento que iniciou na tarde desta quarta-feira, 23 de abril, no Hotel Continental, em Porto Alegre. A Jornada, que é promovida pela Escola GHC, terá continuidade na quinta e na sexta-feira, dias 24 e 25 de abril, respectivamente.

Ao abrir a 3ª Jornada Científica do GHC, o diretor Técnico da instituição, Paulo Bobek, instigou a discussão sobre o tema central do evento “Avaliação de Tecnologias em Saúde: Integralidade no Processo de Trabalho”. Para Paulo Bobek, o uso de tecnologias leves na área da saúde é mais importante que a própria gestão do conhecimento. Jorge Otávio Maia Barreto, doutor em Políticas Públicas foi o primeiro convidado a expor suas idéias sobre o tema. “As tecnologias estão em toda parte e com ênfase na área da saúde. É importante que possamos parar de discutir as tecnologias em si para discutirmos a sua utilidade, seu uso, sua aplicação, o planejamento, os recursos e os processos para sua implementação”, sugeriu Barreto. Para ele, é fundamental questionarmos a ampliação da utilização do conhecimento científico como um todo, voltado à produção e à disseminação das tecnologias relacionando-as a aspectos econômicos também.

Já Túlio Batista Franco, doutor em Saúde Coletiva, afirmou que é necessário analisar a subjetividade que existe nas relações de trabalho. “Se os processos de trabalho fossem simples, bastando que respeitássemos certas regras de condutas e todos seguissem isso, seria muito fácil. Porém, organizar a produtividade na área da saúde é diferente de organizar a produtividade na indústria”, explicou. Franco disse ainda que o modo de estabelecer relações nos processos produtivos da saúde está repleto de subjetividades e cercado de fortes ingredientes emocionais entre os profissionais e entre os profissionais e os usuários. “Só é possível transformar os processos e as relações de trabalho a partir destas subjetividades. O conhecimento é muito importante, mas tem se mostrado insuficiente. Então a questão da subjetividade carece de reconhecimento, deixou de ser foco das nossas formulações, reflexões e elaborações”.

Créditos: Alexandre Costa