A experiência do Hospital Cristo Redentor, do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), serviu de modelo para a formação do Registro Nacional de Artroplastia (RNA), lançado nesta quarta-feira, dia 23 de abril, em Curitiba, pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da capital paranaense e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ferramenta permite a criação de um banco de dados sobre os procedimentos médicos, pacientes e implantes utilizados nos serviços hospitalares, facilitando o registro e o acesso às informações. Em todo Brasil, o sistema informatizado foi implantado somente no Hospital Cristo Redentor/GHC (RS), onde 100% das artroplastias de quadril e joelho estão cadastradas.
A experiência de Curitiba servirá de base também para extensão do sistema para os mais de 190 hospitais da Rede Sentinela em todo o país. O diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery, salientou o caráter inovador do sistema adotado pelo Ministério da Saúde. “Esta iniciativa, que iniciou sua primeira etapa em 2010, no GHC, em Porto Alegre, é extremamente importante, pois permite a avaliação da qualidade dos implantes utilizados nas cirurgias de quadril e joelho, reduzindo os riscos para os pacientes”, informou Nery.
Nesta etapa do programa, 15 hospitais da cidade que já integram Registro Nacional de Artroplastia (RNA) irão utilizar o sistema para que ele possa ser avaliado. “Com o registro, conseguimos rastrear os produtos e antecipar ações de correção de implantes de baixo desempenho, trazendo benefícios para os pacientes”, informa Giselle Poitevin Pirih, coordenadora da vigilância da sanitária da Prefeitura de Curitiba. Segundo Giselle Poitevin Pirih, esses hospitais fazem o registro dos implantes desde outubro de 2013, mas agora o formulário padrão será informatizado e disponibilizado via web. “Os hospitais irão acessar o sistema para cadastrar as informações”, explica.
O RNA é o primeiro módulo do Registro Nacional de Implantes (RNI). Além das próteses de quadril e joelho, o RNI inclui os stents, marca-passos, implantes mamários e cocleares (implantes auditivos). O piloto de Curitiba, que abrange mais hospitais, irá servir de base para a futura implantação nacional do RNA.
Créditos: Alexandre Costa (informações da Assessoria de Imprensa da SMS de Curitiba)