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05.05.2014 PREVENÇÃO

Adesão à higienização das mãos será incluída nas metas de todas equipes que atuam em áreas críticas do GHC

A iniciativa faz parte das ações que marcam o Dia Mundial de Higienização das Mãos e segue as diretrizes da campanha da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial de Saúde, em parceria com a Anvisa e o Ministério da Saúde

No Dia Mundial de Higienização das Mãos, 5 de maio, o diretor-superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Carlos Eduardo Nery Paes, anunciou que a adesão à higienização de mãos será meta de todas equipes que atuam em áreas críticas na instituição. A medida faz parte das estratégias para sensibilizar e conscientizar os funcionários em relação à importância deste gesto simples e que pode salvar vidas.

Em todo o mundo, estão sendo promovidas atividades para conscientizar os profissionais de saúde, o governo e os administradores hospitalares sobre a importância da higienização das mãos. O hábito previne e reduz infecções, promovendo a segurança de pacientes, profissionais e demais usuários dos serviços de saúde. Uma campanha da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial de Saúde, em parceria com a Anvisa e o Ministério da Saúde, faz um apelo aos profissionais da área da saúde: “são necessários somente cinco momentos para mudar o mundo”.

O slogan da campanha se refere aos cinco momentos em que deve ocorrer a higienização das mãos: antes do contato com o paciente, antes da realização de procedimento asséptico, após risco de exposição de fluídos corporais, após contato com o paciente e após contato com as áreas próximas ao paciente. A coordenadora do Gerenciamento de Risco do GHC, Rosana Claudia Mirandola, afirma que as infecções relacionadas à assistência à saúde representam um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo, afetando a sua qualidade e a segurança dos pacientes e acrescentando custos imensos e desnecessários. “A Organização Mundial de Saúde considera que 1,4 milhões de infecções ocorrem tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento e que, em média, de 5% a 15% de todos os pacientes internados desenvolvem infecções relacionadas à assistência”, explicou. “Hoje se sabe que as mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto, pele com pele, ou indireto, por meio do contato com objetos e superfícies contaminados”.

Apesar dos profissionais de saúde serem constantemente lembrados sobre a importância da higienização das mãos, a adesão à prática entre os mesmos é considerado baixo em todo mundo, sendo inferior a 50%. “A baixa adesão é multifatorial, sendo influenciada pelo sexo, atividade profissional, carga de trabalho, infraestrutura da organização, complexidade do local de trabalho, lesões de pele provocadas pelos produtos e desconhecimento sobre seu impacto na prevenção de infecções”, enfatizou a coordenadora do gerenciamento de Risco do GHC.

Rosana Mirandola lembra que a OMS desenvolveu estratégia multimodal para aumentar a adesão do profissional, que envolve: (1) mudança no sistema - garantia de infraestrutura necessária para prática da higienização com água e sabote líquido ou preparação alcoólica; (2) capacitação e educação tendo como base os cinco momentos para higienização das mãos e reeducação sobre os procedimentos; (3) monitoramento da infraestrutura e da prática da higienização das mãos em relação à percepção e ao conhecimento do profissional e informe dos resultados às equipes; (4) lembretes no local de trabalho sobre a importância da higienização das mãos e as indicações e técnicas apropriadas; (5) clima institucional voltado para a segurança, com envolvimento em todos os níveis (institucional, individual e do paciente).

Créditos: Alexandre Costa