À primeira vista, um voo em uma aeronave é diferente de um procedimento em saúde. À primeira vista. A farmacêutica Rosana Mirandola, do Gerenciamento de Risco do Grupo Hospitalar Conceição, e a enfermeira Adriana Biondo, do Gerenciamento de Risco do Hospital Cristo Redentor, conferiram de perto que as duas atividades têm muito em comum. A convite de uma escola de aviação de Porto Alegre, as profissionais participaram, no dia 25 de agosto, de uma simulação de voo para atestar o que é consenso entre as equipes que trabalham com gerenciamento de risco: as práticas e rotinas da aviação centradas na segurança são modelo a serem adequados à área da saúde para a realização de procedimentos seguros.
“A aviação tem a questão da segurança como rotina, e é isso que buscamos nessa área, as práticas a serem adequadas à saúde”, revela Rosana. Conforme ela, a metodologia do gerenciamento de risco na saúde está baseada no que é utilizado na aviação. Um exemplo é o checklist da cirurgia segura. Assim como a tripulação de uma aeronave verifica todos os itens de segurança durante o processo de voo, a equipe de cirurgia deve seguir a lista de verificação para que não haja erro no procedimento.
Além da cultura da segurança, a farmacêutica destaca a boa comunicação entre a tripulação na checagem durante o processo de voo. Rosana Mirandola chamou a atenção ainda para o fato de que as equipes de saúde devem sempre buscar e aprimorar a segurança em seus procedimentos. “Muitas vezes, o profissional de saúde, ao contrário do da aviação, não tem a percepção do dano que pode causar”, avalia.
A simulação durou duas horas. As duas profissionais do GHC participaram do que seria um voo entre Porto Alegre e Caxias do Sul, observando todo o rigor do processo.
Créditos: Andréa Araujo