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09.09.2014 SAÚDE DA MULHER

Fêmina capacita equipe em assistência à mulher vítima de violência

Atividade integra plano para tornar a instituição Centro de Referência para esses casos
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Gerentes e integrantes da Comissão do HF acompanham pronunciamento do superintendente na abertura do evento.
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Delegada Viviane Nery Viegas.

O Hospital Fêmina promoveu nesta terça-feira, 9, a Capacitação em Assistência à Mulher Vítima de Violência. Dirigida à equipe multiprofissional da instituição e promovida pela Comissão de Assistência à Mulher Vítima de Violência do HF, a atividade integra as ações do Grupo Hospitalar Conceição para tornar o Fêmina Centro de Referência na disponibilização de espaços de acolhimento, atenção médica e de enfermagem, assistência psicossocial e de orientação sobre acesso à justiça. A iniciativa busca a proteção dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres em situação de violência, seguindo orientação do Ministério da Saúde. Conforme, por exemplo, estudo da ONU publicado recentemente, uma em cada dez meninas no mundo sofre abusos sexuais. O levantamento, feito em 190 países, aponta que 120 milhões foram vítimas antes de completar 20 anos.

O Centro de Referência garante a assistência humanizada e proporciona o acesso das mulheres usuárias à informação sobre o que será realizado em cada etapa do atendimento, sendo respeitada a sua decisão sobre a realização de qualquer procedimento. Um plano integrado de ações multiprofissionais de saúde contempla métodos anticoncepcionais reversíveis, a implementação da Notificação Compulsória, a garantia do abortamento legal e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Esse plano abrange ações do GHC articuladas com outras instituições e serviços governamentais e não governamentais que integram a rede de atendimento.

Presente no evento, a delegada Viviane Nery Viegas, da Delegacia de Atendimento à Mulher de Porto Alegre, lembrou que a delegacia especializada da mulher foi a primeira política pública em relação ao tema. Segundo ela, a questão da mulher deve ser tratada de maneira diferenciada de forma a garantir direitos iguais aos grupos minoritários ou em situação de vulnerabilidade. “Assim como as pessoas têm muita dificuldade de conviver com o ambiente de uma delegacia, o mesmo se dá em relação ao ambiente hospitalar e, nesse sentido, é muito importante também trabalhar essa questão”, avaliou.

O diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, disse que “existem vários preconceitos em relação a esse tema, seja pelo fato da sociedade não querer enxergar a violência contra as mulheres, seja pelo fato de relacioná-la a questões sociais. A violência cometida contra as mulheres não está relacionada à miséria. Essa violência acontece em todas as camadas sociais. Cabe ressaltar que a miséria caiu 20% no país desde 2009, com uma redução de 6,7% para 1,6% da população. No entanto, infelizmente não tivemos uma redução em relação aos casos de violência”, advertiu.

A capacitação ocorreu durante todo o dia no Galpão Crioulo do Hospital Fêmina. Os gerentes da instituição, Lauro Hagemann e Leandro Barcellos, de Internação e de Administração respectivamente, também participaram da atividade.

Créditos: Andréa Araujo e Alexandre Costa.