A fim de aprimorar os fluxos de realização de procedimentos relacionados à lipodistrofia (uma das consequências da AIDS), a diretoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) promoveu uma reunião para tratar do tema. A lipodistrofia é uma série de alterações no metabolismo e na distribuição da gordura corporal, que pode causar incômodos na face, glúteos, membros superiores e inferiores, abdômen, dorso e mamas, além de proporcionar impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes soropositivos, podendo resultar em depressão, isolamento, exclusão social, baixa adesão ou abandono de tratamento.
"O GHC e o Hospital Geral de Caxias do Sul são as únicas instituições no estado habilitadas pelo Ministério da Saúde para a realização de tratamento reparador da lipodistrofia. A Portaria 2.582, de 2 de dezembro de 2004, incluiu os procedimentos reparadores para pacientes portadores de AIDS na Tabela do Sistema de Informações Hospitalares do SUS", explicou o diretor técnico da instituição, Paulo Ricardo Bobek, acrescentando que o Grupo realiza cirurgias reparadoras e procedimentos como o preenchimento facial com polimetilmetacrilato.
O usuário portador de HIV/AIDS que deseja realizar o tratamento reparador para lipodistrofia, deve manifestar essa vontade ao seu médico assistente, para que este possa realizar o encaminhamento para avaliação do cirurgião plástico.
Estiveram presentes na reunião a representante da Política Estadual de DST/AIDS do Rio Grande do Sul, Jussara San Leona, a integrante da Comissão DST/AIDS do Conselho Estadual de Saúde, Sônia Pinheiro, o membro da Rede Nacional das Pessoas Vivendo com HIV/AIDS José Hélio de Freitas, e a integrante do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas Silvia Aloia, além dos demais representantes dos usuários dos serviços de saúde.
Créditos: Mariana Ribeiro