De acordo com estudo da ONU publicado recentemente, uma em cada dez meninas no mundo sofre abusos sexuais. O levantamento, feito em 190 países, aponta que 120 milhões de mulheres foram vítimas antes de completar 20 anos. Para garantir atendimento às mulheres vítimas de violência, o Hospital Fêmina realizou nesta quinta-feira, 20 de novembro, a segunda atividade de Capacitação em Assistência à Mulher Vítima de Violência, dirigida à equipe multiprofissional da instituição. A atividade, realizada no Galpão Crioulo Ivan Hervé, faz parte das ações do Grupo Hospitalar Conceição para que Fêmina seja o Centro de Referência na disponibilização de espaços de acolhimento, atenção médica e de enfermagem, assistência psicossocial e de orientação sobre acesso à justiça.
O Centro de Referência garante a assistência humanizada e proporciona o acesso das mulheres usuárias à informação sobre o que será realizado em cada etapa do atendimento, sendo respeitada a sua decisão sobre a realização de qualquer procedimento. Um plano integrado de ações multiprofissionais de saúde contempla métodos anticoncepcionais reversíveis, a implementação da Notificação Compulsória, a garantia do abortamento legal e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Esse plano abrange ações do GHC articuladas com outras instituições e serviços governamentais e não governamentais que integram a rede de atendimento.
O evento abordou diversos temas. "A sensibilização no atendimento humanizado nos casos sexuais – Análise empírica na Delegacia de Atendimento à Mulher", teve a participação da delegada de Polícia do Departamento de Apoio à Mulher, de Porto Alegre, Viviane Nery Viegas, Já o "Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência/HF" foi abordado pelas enfermeiras Ana Lúcia Gonzáles e Monica Ochoa, ambas do Hospital Fêmina. Também foram discutidos no evento temas como "Anamnese e exame físico", com a médica Luciane Rampanelli Franco, e a "Autorreflexão como Condição para a Humanização", pela assistente social Joana Jobim.
A diretoria do GHC foi representada no evento pela assessora Elisabeth Wartchow, médica de família e comunidade. Ela reiterou que um dos objetivos da capacitação é garantir proteção dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres em situação de violência, seguindo orientação do Ministério da Saúde. “Esta é uma iniciativa pioneira e, além de qualificar os profissionais para o atendimento às mulheres vítimas de violência sexual e doméstica, é extremamente importante reforçar a divulgação deste serviço para o conjunto da sociedade”, explicou Elisabeth Wartchow .
Créditos: Alexandre Costa (texto e fotos)