O setor de Participação Cidadã do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por meio da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir/GHC), promoveu nesta sexta-feira, 20 de março, a roda de conversa Mulheres Negras que Transformam o Mundo. Com o intuito de divulgar e discutir o papel de personalidades femininas afrodescendentes na construção do Brasil, o encontro visou proporcionar diversos olhares para a temática.
Na mesa de abertura, o coordenador do setor de Participação Cidadã, Elpídio de Souza, lembrou a importância da luta do movimento negro e da incorporação de políticas públicas e de promoção racial no cenário político brasileiro. O diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, também participou da mesa de abertura e ressaltou a necessidade de uma abordagem específica da atenção básica à comunidade negra. “Entre 6 e 10% da população negra tem anemia falciforme, doença que atinge três vezes menos as pessoas brancas. É necessário ter um recorte e um olhar para essa doença e para a comunidade negra. Da mesma forma, ocorre com a diabetes melitos, que mata 50% mais negros que brancos”, completou. O superintendente também citou o Selo Quilombos do Brasil, que, segundo ele, afirma o desenvolvimento do pequeno produtor e afirma a população quilombola, cuja média brasileira de mortalidade infantil é três vezes maior que para brancos. Carlos Eduardo Nery Paes finalizou ressaltando que, no GHC, mais de 18% das gestoras são mulheres negras. Ainda na abertura do evento, a técnica de enfermagem do GHC Ana Paula Soares propôs uma dinâmica de dança circular com o público, antes do início das palestras.
A pedagoga com especialização em Psicopedagogia e especialista em História Africana e Afro-Brasileira Ediane Azevedo Bardoni palestrou sobre o “Protagonismo da mulher negra na História do Brasil e do mundo”. O professor de História Joselito Adriano Ferreira ministrou outra palestra, “História da luta da Luiza Mahin”. A psicóloga do Serviço de Saúde Comunitária do GHC e Mestre em Ciências da Saúde Silvia Regina Ramão, terceira palestrante, discorreu sobre “A importância da mulher negra na construção da identidade brasileira”.
As convidadas Vanessa Silva e Malizi Fontoura ministraram a oficina “Oluchi: a arte da resistência, resiliência e reconciliação através dos turbantes”, contextualizando a origem do uso desse adorno e, após, colocando os turbantes nas mulheres da plateia.
As coordenadoras da Ceppir Ludmila Marques e Maria Geneci Macedo da Silveira também participaram do encontro.
Ao final do evento, Ana Paula coordenou uma apresentação de dança de origem africana. A roda de conversa começou às 14h, no Instituto da Criança com Diabetes (ICD).
Créditos: Mariana Ribeiro