Em homenagem ao Dia ao Índio, a Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição (CEPPIR-GHC) promoveu uma Roda de Conversa sobre a saúde da População Indígena. O evento, realizado na última sexta-feira, 17 de abril, no Centro Administrativo do GHC, teve a participação de representante regional da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, e de técnicos da Saúde da População Indígena, da prefeitura de Porto Alegre. O objetivo da atividade foi ampliar as ações para qualificar o atendimento prestado aos povos indígenas e compartilhar ações entre os diversos órgãos públicos e o Grupo de Trabalho de Promoção da Saúde da População Indígena.
Representaram o GHC no evento o coordenador do Centro de Resultados Participação Cidadã, Elpídio de Souza; as coordenadoras da CEPPIR, Ludmila Marques e Maria Geneci Silveira; a assessora da diretoria, Elisabeth Wartchow; o gerente do Serviço de Saúde Comunitária, Victor Fontanive, a coordenadora Técnica Pólo Base Porto Alegre/SESAI, Sonia Maria Menegaz, a coordenadora da Área Técnica Saúde da População Indígena, Rosamaris Rosado, além de trabalhadores e membros da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição.
Na abertura da atividade, Renata Lopes, membro da CEPPIR, falou sobre as iniciativas da comissão em relação ao tema, como eventos e capacitações aos trabalhadores. Sonia Maria Menegaz apresentou um breve histórico da atenção a saúde da população indígena e sobre o trabalho da SESAI. “É preciso que os profissionais de saúde tenham um olhar diferenciado e respeitem a cultura indígena nos processos de atendimento no Sistema Único de Saúde”, explicou Sonia.
Os indígenas profissionais de saúde, Maria Rosangela da Silva e Zico da Silva, explicaram que a questão espiritual é a principal causa das doenças físicas. Maria Rosangela, enfermeira da etnia Kainguange, ressaltou que a partir da colonização, os índios perderam suas terras e com isso aumentaram as dificuldades em relação à produção dos seus próprios medicamentos para a cura das doenças. Maria Rosangela ressaltou que os hospitais do GHC são os que mais atendem a população indígena no Rio Grande do Sul. “A cultura, a língua, as tradições e a alimentação são os principais problemas enfrentados pelos indígenas durante as internações nos hospitais”, analisou Zico, enfermeiro da etnia Guarani.
Elpídio de Souza, coordenador do Centro de Resultados Participação Cidadã, explicou que o GHC tem interesse em firmar parcerias com os órgãos responsáveis para qualificar o atendimento prestado a população indígena: “É fundamental garantir os direitos e respeitar as diferenças das comunidades indígenas, para isso iremos elaborar um plano de ações para ser aplicado durante o ano todo, em conjunto com o Grupo de Trabalho de Promoção da Saúde da População Indígena”, ressaltou.