Foi realizada nesta terça-feira, 12 de maio, no Hospital Conceição, a primeira reunião de 2015 do Programa SOS Emergências. O objetivo foi tratar da estruturação da rede de urgência e emergência, bem como apresentar a reformulação do programa para este ano. O encontro, realizado no Centro Administrativo GHC, reuniu gestores do Grupo Conceição e de instituições e órgãos da rede. Na ocasião, também foi apresentada a nova apoiadora matricial do programa, Margareth Sena, que substituirá Yara Ribeiro, apoiadora matricial em 2014.
O Programa SOS Emergências foi criado em 2011 pelo Ministério da Saúde como uma ação estratégica para qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento. Inicialmente foi implantado em doze hospitais brasileiros, entre eles o Hospital Conceição. A situação da Emergência do HNSC foi considerada em penúltimo lugar entre as doze instituições. Ao assumir o desafio de enfrentamento da superlotação do setor, construindo um processo de trabalho, o Hospital Conceição tornou-se referência no país e está hoje entre os três primeiros lugares entre os 31 hospitais integrantes do programa.
“O GHC é um exemplo para o Brasil”, afirmou Yara Ribeiro ao se despedir da condição de apoiadora matricial do HNSC. Avaliação corroborada por Margareth Sena, que pretende, com sua participação, ampliar a discussão com a rede, contando com o apoio do município.
O secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, presente na reunião, ressaltou ser importante unir forças, tendo em vista também que o inverno está chegando, o que pode aumentar a procura pelas emergências. A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, falou igualmente no sentido de se trabalhar em rede e de forma colaborativa.
Durante a reunião, o diretor técnico do GHC, José Fossari, e o coordenador da UPA Moacyr Scliar, João Potrich, abordaram as ações de enfrentamento da superlotação da emergência como a criação dos leitos de retaguarda internos e externos, a classificação de risco, a criação da UPA e outros. Também abordaram os resultados já obtidos como declínio na taxa de ocupação da emergência e do tempo médio de permanência geral.
Outro ponto tratado foi a necessidade de apontar os novos desafios e rever o plano de ação. Representantes da Secretaria Municipal da Saúde de Canoas e do Hospital Universitário de Canoas também participaram do encontro para tratar sobre os leitos de retaguarda criados no HU, problemas surgidos no decorrer do processo e suas soluções. Estiveram presentes ainda a representante da Coordenação Nacional do Programa SOS Emergências, Alexsandra Silva, a coordenadora da Regulação Estadual de Saúde, Denise Tessler Soltof, e a gerente de Regulação dos Serviços de Saúde de Porto Alegre, Fernanda Fernandes.
Créditos: Andréa Araujo