Técnicos do Ministério da Saúde visitaram o Grupo Hospitalar Conceição nessa terça-feira, 23 de junho, para conhecer o percurso das pessoas em situação de violência sexual que buscam a instituição, bem como as potencialidades de implementação da Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências. O coordenador-geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Paulo Vicente Bonilha Almeida, e a assessora técnica do MS Maria Lurdes Magalhães foram recebidos pela diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, além de assessores da diretoria.
Conforme Maria Lurdes Magalhães, a ideia é realizar parceria a fim de apoiar e ampliar a política que atende crianças e adolescentes no país. “Estamos conhecendo os serviços e queremos contribuir com a divulgação de como esses serviços conseguiram se estruturar. Em Porto Alegre, a organização dos serviços reúne políticas públicas integradas, e esse arranjo não existe em outros Estados brasileiros”, afirmou ela.
O coordenador Paulo Vicente Bonilha Almeida explica que a violência é um tema da modernidade, por isso, a Organização Mundial de Saúde tem apontado que é papel da saúde lidar com essa temática. “A violência não é só um tema da segurança pública e da polícia, é um tema também da saúde. E nossos profissionais podem atuar nesse campo fazendo prevenção e promoção de saúde”, disse.
Durante a reunião, ocorrida pela manhã na diretoria do GHC e que contou também com a presença do coordenador da área técnica de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretária Municipal de Saúde de Porto Alegre, Roberto Bauer Borba, os técnicos expuseram objetivos e funcionamento da Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências. À tarde, eles visitaram o Hospital Fêmina, onde conheceram o trabalho realizado no atendimento a mulheres vítimas de violência.
Buscando a proteção dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres em situação de violência e seguindo orientação do Ministério da Saúde, o GHC se organizou em 2014 para que o Fêmina se constitua como Centro de Referência na disponibilização de espaços para acolhimento, atenção médica e de enfermagem, assistência psicossocial e de orientação sobre acesso à justiça. O Centro de Referência foi estruturado para garantir assistência humanizada e proporcionar o acesso das mulheres usuárias a informação sobre o que será realizado em cada etapa do atendimento, sendo respeitada a sua decisão sobre a realização de qualquer procedimento.
Também participaram da recepção aos técnicos as assessoras da diretoria do GHC Carmem Silveira de Oliveira e Elisabeth Wartchow, os gerentes do Hospital Fêmina, Paulo Bobek e Marinéia Roldão da Rocha, além da Coordenação de Enfermagem e da Comissão de Violência do HF.
Créditos: Andréa Araujo, Débora Escobar e Giovanni Andrade.