Com o objetivo de incentivar o respeito à diversidade religiosa dos pacientes e seus familiares, a Participação Cidadã do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por meio do Núcleo de Assistência Espiritual, promoveu, no sábado, 27 de junho, o 1º Simpósio Inter-Religioso do GHC – As religiões e suas práticas em saúde. Representantes de cinco denominações religiosas apresentaram sua visão sobre a questão da fé e a promoção de saúde aos trabalhadores e voluntários do GHC que lotaram o auditório do Hospital Cristo Redentor.
O diretor técnico do GHC, José Fosari, defendeu que o respeito a fé auxilia a produzir conforto e bem estar, o que considera importante em um momento que pode ser de vulnerabilidade. Já a diretora-superintendente do grupo, Sandra Fagundes, cumprimentou o trabalho do Núcleo de Assistência Espiritual especialmente pela defesa da multiplicidade que realiza. “O que estamos desenvolvendo aqui é um ato civilizatório. Mais do que a promoção de respeito e convivência, o núcleo está promovendo interação, troca”, afirmou a psicóloga.
A abertura das atividades do simpósio foi realizada com a apresentação do Coral da Aserghc. Além dos representantes das religiões que compõem o núcleo do GHC, o simpósio também contou com palestra do cardiologista Fernando Lucchese. “Nós não estamos indicando religião como tratamento. Estamos indicando respeito à religiosidade e espiritualidade como apoio ao enfrentamento da doença”, ressaltou o médico.
Cinco visões, um objetivo
O representante católico, padre Cláudio Damé, divulgou alguns princípios de sua religião em relação ao cuidado. “A prática da Igreja Católica procura, através da palavra, da escuta, do aconselhamento, da benção, da oração e dos sacramentos, ajudar as pessoas a valorizar a vida”, disse. A preocupação com esta valorização também foi abordada pela representante da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, Maria Aparecida Dornelles. “Nós temos tido muitos relatos de pessoas que se sentem felizes, independente da religião, de receber o Johrei, a energia vital do Universo, em um momento de necessidade de internação ou tratamento. Estamos aqui para divulgar isto”, destacou.
O trabalho dos assistentes voluntários foi o tema da explanação do pastor Antônio Alves, representante da Federação das Igrejas Evangélicas do RS. “São pessoas de todas as classes que realizam uma visita voluntária, desprovidos de preconceito religioso, com o objetivo de levar amor e fé. Muitas vezes é disso que as pessoas precisam em um momento de enfermidade”, defendeu.
O médico traumato-ortopedista do Hospital Cristo Redentor, Márcio Seelling, encontrou no simpósio uma oportunidade de divulgar entre os colegas a sua visão enquanto representante da religião espírita: “Parabenizo o hospital pelo amplo evento inter-religioso, uma busca por desfazer diferenças que nem são de grande importância. Precisamos nos unir em torno de objetivos comuns, de cuidar do paciente e procurar levar este paciente a uma estabilidade, que leve em conta sua espiritualidade”, afirmou.
O que há de comum entre os objetivos das religiões em relação à promoção da saúde também foi o tema central da fala de Everton Alfonsin, representante da Federação Afro Umbandista e Espiritualista do RS. “Esse simpósio tem uma importância muito grande para todas as religiões, está em consonância com o que diz a nossa cartilha: o que nos une tem que ser muito maior do que o que nos separa”, finalizou.
Créditos: Nanda Duarte