Desde o dia 7 de julho, uma história sobre amor e diversidade tem ganhado espaço em sites, páginas de jornais e telas de TV: o nascimento de Gregório, filho de Anderson Cunha e Helena Freitas, um casal transexual. A ampla divulgação do caso repercutiu também o atendimento humanizado e respeitoso que foi garantido a todos eles no Hospital Fêmina, onde o parto foi realizado.
A reportagem do jornal Sul 21 registra que a equipe do hospital foi orientada a tratá-los pelos nomes sociais e explica que Anderson, que não se incomoda de ser chamado pelo seu nome de registro, Andressa, foi quem engravidou, enquanto sua esposa, Helena, é biologicamente considerada o pai do bebê.
Ao jornal Zero Hora, Helena destacou o acolhimento no Fêmina. “Fui muito bem recebida. No início, achei que não me deixariam assistir ao parto do meu filho, porque no dia a dia sempre temos que explicar o que somos, como somos e como nos relacionamos. No hospital, não precisou nada disso. Consegui ver tudo de perto. Foi emocionante”, disse.
O portal G1 destacou que o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), do qual o Fêmina faz parte, possui o selo pró-equidade de gênero e conta com uma coordenadoria de Direitos Humanos para lidar com essas questões. “A comissão existe desde 2008 com um conjunto de ações que tem como objetivo tratar da questão de gênero no trabalho. Fazemos palestras e treinamentos com os mais de 9,5 mil funcionários para melhor atender nossos pacientes. Desde 2011, travestis são colocadas em quartos femininos, e o nome social vai no prontuário”, informou ao portal a coordenadora Carla Baptista.
As iniciativas para garantir o respeito à diversidade conforme as diretrizes de equidade e universalidade do SUS também foram lembradas pelo gerente de internação do Fêmina, Paulo Bobek, à TV Record.
E à Zero Hora, a assessora da diretoria-técnica Silvana Flores resumiu: “Os funcionários são capacitados para acolher bem, seja qual for o gênero. Com novas constituições do conceito de família, a sociedade tem de estar preparada, e o hospital também”.
A diretoria do GHC parabeniza a equipe do Fêmina pelo respeito aos Direitos Humanos. A diretora-superintendente, Sandra Fagundes, ressalta: “É um exemplo de respeito à diversidade. às múltiplas configurações familiares no trabalho vivo em ato”.
Confira algumas reportagens citadas nos links abaixo (copie e cole os endereços no navegador para acessar):
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/07/crianca-nao-tem-preconceito-diz-casal-de-transgeneros-que-gerou-filho.html
http://correiodopovo.com.br/Noticias/561643/Bebe-muda-vida-de-transexuais-gauchos
http://www.sul21.com.br/jornal/casal-transexual-comemora-nascimento-do-filho-e-busca-direito-a-registro-em-porto-alegre/
http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2015/07/casal-de-transgeneros-da-a-luz-um-filho-em-porto-alegre-4799953.html
Créditos: Nanda Duarte