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25.08.2015 ESPIRITUALIDADE

Religiões de matriz africana em debate no GHC

Roda de conversa propôs discussão entre representantes de crenças e trabalhadores a respeito da história e das formas de manifestações afro-religiosas
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Yás e Babas tiraram dúvidas dos participantes.
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Encontro ocorreu no Espaço Inter-religioso do Hospital Conceição.

Religiosidade, fé e resistência. A roda de conversa "Quebrando Tabus", promovida pelo Núcleo de Assistência Espiritual do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por meio do setor de Participação Cidadã, promoveu, nessa segunda-feira, 24 de agosto, um debate sobre questões pertinentes das religiões de matriz africana. Yás e Babas (Mãe de Santo e Pai de Santo) dedicaram a tarde ao esclarecimento de dúvidas e convidaram trabalhadores do GHC para uma conversa acerca da história e das diversas formas de manifestações afro-religiosas.

Representantes de religiões de matriz africana destacaram a importância de se ter fé. “Religião é simplicidade”, afirmou Pai João. Também pai de santo, Jorge Mirin considerou que as religiões de matriz africana e os terreiros devem ser mais unidos. O funcionário da Gerência de Materiais do GHC Richard Gomes falou sobre a resistência histórica e política e da luta contra a opressão. “Temos que enxergar além da religião. Nossos povos têm que se unir, perpetuar o conhecimento”.

Estella Maris da Silveira Dutra, da Participação Cidadã, também lembrou a importância das práticas das religiões de matriz africana como promotoras de saúde. O coordenador de Políticas do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional para Povos de Matriz Africana, Tata Edson, também participou da roda de conversa e lembrou do ditado popular que “futebol, política e religião não se discutem”. “Se não se discutir, a gente não consegue avançar. A discussão tem que virar informação. Temos bons exemplos na política, e na religião não é diferente”, considerou Edson.

O GHC considera a assistência espiritual parte importante na integralidade, atenção e humanização do atendimento, conforme prevê o SUS, além de ser um processo que precisa ser socializado e debatido em conjunto, visando a uma contribuição eficaz na recuperação da saúde. O Fórum Inter-religioso da instituição existe efetivamente desde 2005 e hoje conta com 155 assistentes espirituais e 15 denominações religiosas cadastradas no Núcleo de Assistência Espiritual.

A roda de conversa ocorreu às 14h, no Espaço Inter-religioso do Hospital Conceição e contou como horas de formação para os funcionários.

Créditos: Mariana Ribeiro