Com o objetivo de aproximar atores sociais relacionados às comunidades quilombolas para eleger demandas prioritárias e construir estratégias de ação cooperadas, a Federação de Associações das Comunidades Quilombolas do Rio Grande do Sul (FACQ-RS) realizou o 1° Seminário Estadual de Quilombolas. O evento foi realizado a terça-feira (25/08), na Sede da Comunidade Vó Ernestina, em Morro Redondo, e contou com a participação de representantes do Grupo Hospitalar Conceição.
A experiência pioneira do GHC com a comercialização de produtos produzidos em quilombos foi um dos temas abordados. A fim de apoiar e ajudar na promoção de visibilidade à produção quilombola, que na maioria das vezes não é lembrada e fica de fora do mercado, o gerente de Apoio do GHC, Márcio Belloc, apresentou a iniciativa do grupo, que foi a primeira instituição do país a comprar os alimentos certificados com o Selo Quilombos do Brasil, produzidos por comunidades quilombolas no Rio Grande do Sul.
“Política pública se faz indo ao encontro das pessoas e construindo conjuntamente as ações e estratégias”, afirmou. Belloc informou que o GHC pretende ampliar a parceria com as representações quilombolas, direcionando mais recursos para compra de uma quantidade crescente de alimentos produzidos pelas comunidades.
A iniciativa do grupo, além de garantir refeições mais saudáveis para os profissionais e usuários, também busca viabilizar condições para a construção de cidadania, dando possibilidade para os quilombolas venderem os alimentos que produzem. “Isso também é promoção de saúde”, defendeu o representante do GHC.
Também foram tema do seminário questões como educação e saúde. Recentemente a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) abriu edital de seleção para vagas específicas para quilombolas e indígenas, tipo de seleção que também já existe na Universidade Federa do Rio Grande (FURG). Essas vagas são resultado de uma luta que ainda continua para que nos próximos editais exista um maior número de selecionados.
O Seminário reuniu dezenas de quilombolas de diversas comunidades da região Sul e debateu a afirmação de políticas voltadas a sua realidade, com intuito de promover o conhecimento da história, inclusão social e atendimento de suas singularidades.
Créditos: Nanda Duarte, com informações da Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar de Pelotas