Grupo Hospitalar Conceição ancora
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03.09.2015 NA EXPOINTER

Ato marca entrega da primeira compra institucional de produtos de comunidades quilombolas feita no país

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) é a primeira instituição a comprar os produtos certificados com o Selo Quilombos do Brasil
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Em um ato simbólico, os diretores do GHC, acompanhados do titular do MDA, receberam uma cesta do representante quilombola, com produtos da primeira compra
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A superintendente e a equipe da Ceppir/GHC receberam de Sara Maria Silva uma bolsa feita pela Rede de Economia Solidária e Feminista com produtos de comunidades quilombolas
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O coordenador da Região Sul da Federação Quilombola, Antônio Leonel Soares, celebrou a parceria com o GHC
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A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, reafirmou o compromisso do grupo com promoção de saúde e inclusão social
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Quatro toneladas de alimentos, entre arroz, feijão, abóbora, batata doce e alho, produzidas por cem famílias de cinco comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, serão utilizadas no preparo das refeições de trabalhadores e usuários do SUS das unidades do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Estes são os números da primeira compra institucional de produtos de comunidades quilombolas feita no país.

Na tarde desta quinta-feira, 03 de setembro, na Expointer, Antonio Leonel Soares da Federação Quilombola entregou uma cesta com produtos da primeira compra aos diretores do GHC, Sandra Fagundes, Gilberto Barichello e José Fossari. O ato fez parte da abertura oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar.

Inclusão social e promoção de saúde - Para a diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, a ação integra uma política pública de reparação histórica de direitos. “Ao garantirmos a compra dos produtos destas comunidades, estamos incentivando todo o ciclo de produção e garantindo trabalho, renda e dignidade. O Governo Federal tem esse compromisso de inclusão pelo trabalho, e pode contar com o GHC na constituição de projetos nesta direção”, afirmou.

A superintendente lembrou que o GHC é o maior complexo hospitalar da região Sul do país 100% SUS e que oferece mais de 270 mil refeições por mês.“Os pacientes atendidos nas unidades do Grupo saem de lá sabendo que a alimentação saudável auxilia na produção de saúde, já que priorizamos, na produção das refeições, alimentos da agricultura familiar, contribuindo para a construção de uma cultura de segurança alimentar”, informou. O grupo realiza as chamadas públicas para compra de alimentos da agricultura familiar através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma iniciativa conjunta dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e de Desenvolvimento Agrário.

Além de servir alimentos aos trabalhadores e aos usuários do SUS de melhor qualidade, a medida vem gerando uma economia de 10% a 15% para o GHC e contribui para a formação de uma rede produtiva e de inclusão social com atuação no campo e na cidade, ampliando e potencializando a produção agrícola no Estado e no país.

Antônio Leonel Soares, coordenador estadual da Federação Quilombola, celebrou a oportunidade. “Esse é um momento muito importante para as famílias e comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul. É a primeira compra de uma parceria com o Grupo Hospitalar Conceição que está se firmando e a gente espera que cresça”, disse.

Na fala de encerramento da solenidade, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, disse que o encontro com a diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagudes, e sua equipe “fez muito bem ao coração”. “Com esta iniciativa, o GHC mostra que é uma instituição comprometida com a saúde pública, a agricultura familiar, a agroecologia e, agora, também com as comunidades quilombolas”, destacou.

Compra de quilombolas será ampliada - A primeira compra, que envolveu a produção de comunidades das regiões de Mostardas e Canguçu, foi uma experiência piloto. O GHC está consolidando um processo mais amplo de compra até o final do ano, em benefício de um número ainda maior de famílias e comunidades. Uma reunião estratégica será realizada nesta sexta-feira, 04 de setembro, com o MDA, o Incra, a Fundação Palmares, a Emater e a Federação Quilombola, para definir os termos da segunda chamada pública.

Créditos: Nanda Duarte