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04.09.2015 AGRICULTURA FAMILIAR

Reunião estabelece plano de ação para segunda compra institucional de produtos de comunidades quilombolas

Diretrizes para a segunda compra foram definidas no auditório do Hospital Cristo Redentor
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Durante a reunião, foram esclarecidas dúvidas sobre o edital e repassadas informações sobre o processo de comercialização.

As definições da segunda chamada pública para a compra institucional de alimentos fornecidos por comunidades quilombolas foram realizadas na manhã desta sexta-feira, dia 4, no auditório do Hospital Cristo Redentor. Durante a reunião, foram esclarecidas as dúvidas referentes ao edital e aos produtos em geral e repassadas informações técnicas sobre o processo de comercialização entre o Grupo Hospitalar Conceição e as comunidades quilombolas. Além de membros da Comissão Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Ceppir/GHC), o encontro contou com representantes do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), do Incra, da Fundação Cultural Palmares, da Federação Quilombola, da Emater, entre outras. A primeira compra do GHC foi de quatro toneladas de alimentos, entre arroz, feijão, abóbora, batata doce e alho, produzidos por cem famílias de cinco comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul.

Para o coordenador do Programa de Aquisição de Alimentos do GHC, Richard Gomes, o plano de ação permite ampliar esse processo e auxiliar no crescimento da agricultura familiar de comunidades quilombolas: “Situações como organização produtiva, infraestrutura, logística podem ser resolvidas criando uma parceria institucional para podermos avançar nesse processo”, explica Gomes.

O coordenador-geral de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais, Edemilton Cerqueira, destacou que esta parceria entra para a história pela relevância e que o reconhecimento da agricultura familiar é necessário para uma futura ampliação: “O Grupo Hospitalar Conceição vem realizando uma experiência que busca fortalecer a agricultura familiar quilombola, reconhecendo que há uma produção qualificada, diversificada e que precisa de mercado para se expandir”, afirma.

“Em questão de produção, nossas comunidades eram invisíveis, produzíamos, mas não vendíamos. E essa parceria com GHC abre um mercado para isso. A partir disso, a produção ganha cada vez mais”, afirma o coordenador estadual da Federação Quilombola, Antônio Leonel Soares. Além da possibilidade de mercado, ele acredita que a parceria vai desencadear uma série de melhorias para a comunidade quilombola, qualificando o serviço e abrindo oportunidades para os moradores.

No Rio Grande do Sul, existem 105 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares e cerca de 80 para serem reconhecidas. Cada comunidade abriga em média 40 famílias.

Créditos: Giovanni Andrade