Teve início nessa terça-feira, 15 de setembro, a oficina “Caminhos do Cuidado: trajetórias”, em Brasília. O evento, que reuniu cerca de 150 pessoas, contou com a participação da diretora-superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, Sandra Fagundes, na mesa de abertura, ao lado de representantes da Secretaria da Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, da Casa Civil, das Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, da Presidência da Fiocruz, do Departamento da Atenção Básica, do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde.
O encontro, que vai até o dia 18 de setembro, irá compartilhar os primeiros resultados do processo de formação em saúde mental, álcool, crack e outras drogas, que já capacitou mais de 290 mil agentes comunitários de saúde e auxiliares e técnicos em enfermagem de todo o Brasil. O GHC, juntamente com a Fiocruz, é formador dos facilitadores do projeto, numa parceria com a Rede de Escolas Técnicas do SUS, e também produziu o material didático utilizado, sendo o responsável pela coordenação pedagógica, pela coordenação das macrorregionais e pela coordenação acadêmica, emitindo a certificação dos profissionais formados.
A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, destacou a qualidade do projeto. “O Caminhos do Cuidado executa um trabalho interinstitucional e interfederativo potente. Articulou a Atenção Básica em Saúde e os serviços de Saúde Mental, mudou conceitos e práticas, trabalhou com educação popular e metodologia participativa”, disse. “Os agentes comunitários de saúde e os técnicos de enfermagem envolvidos se transformaram em autores de cuidado no território, produzindo saúde”, completou a dirigente.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Heider Aurélio Pinto, enfatizou o caráter inovador do projeto ao testar novos dispositivos de educação permanente, criar novos processos de trabalho para as escolas técnicas e trazer aprendizados, em diferentes escalas, para todas as instituições e órgãos envolvidos. Pinto ressaltou como ponto-chave a mudança de paradigmas dos agentes comunitários e dos técnicos de enfermagem capacitados em relação a valores humanitários como o respeito às diferenças, a capacidade de escuta, a tolerância e o diálogo.
Também estiveram presentes na abertura da oficina a gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, Quelen Alves da Silva, e as integrantes da Escola GHC Edelves Rodrigues e Renata Pekelman. Na parte da tarde, os convidados participaram de uma conferência sobre saúde mental com o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do MS, Roberto Tykanori, com reflexões sobre a inserção dos sujeitos nos territórios. Em seguida, Edelves Rodrigues e Ruy Casale, coordenadores executivos do Caminhos do Cuidado, apresentaram detalhes do projeto e seus números de formação, infraestrutura e logística. Para encerrar os trabalhos do dia, o professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Ricardo Ceccim apresentou aos participantes o processo de avaliação.
Créditos: Mariana Ribeiro e Débora Escobar