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18.09.2015 AMBULATÓRIO EM REDE

GHC promove discussão com Gastão Wagner sobre novo modelo de cuidado em ambulatório

Gerentes e coordenadores de áreas assistenciais ligadas ao atendimento ambulatorial participaram de uma roda de conversa com o especialista para discutir a qualificação do trabalho em ambulatórios

Um novo modelo de ambulatório de especialidades, que funcione de forma integrada a outros serviços, especialmente às enfermarias, que tenha disponível toda a tecnologia necessária para garantir a resolutividade dos casos, que promova discussão de casos e uma maior interatividade entre os profissionais de uma equipe multidisciplinar. Esta forma de organizar o trabalho, segundo Gastão Wagner, é capaz de iniciar uma verdadeira revolução no atendimento hospitalar.

O médico, que é professor titular da Universidade Estadual de Campinas e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), esteve no Grupo Hospitalar Conceição (GHC) a convite da diretoria para conversar com gerentes e coordenadores de áreas assistenciais ligadas ao atendimento ambulatorial. A roda de conversa foi realizada na tarde desta sexta-feira, 18 de setembro, e tratou do tema “adensamento tecnológico nos ambulatórios de especialidades”.

A partir da provocação da diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, sobre "qual ambulatório queremos? Como dar ainda mais resolutividade ao atendimento no ambulatório?", o especialista apresentou as características do que chamou de “um novo jeito de trabalhar em ambulatório, mais integrado, dinâmico e resolutivo”. Ele também ouviu dos profissionais do GHC algumas experiências locais.

Consolidar práticas para constituir políticas públicas
A discussão em grupo revelou que diversos profissionais do GHC já identificam muitas das características do modelo defendido por Gastão Wagner na organização atual de alguns serviços, a partir da iniciativa dos trabalhadores. O professor lembrou que muitas iniciativas, como a Estratégia de Saúde da Família, a nova rede de Atenção em Saúde Mental e os Centros de Atenção Especializada em HIV/Aids, só se consolidaram como políticas nacionais de saúde a partir do modelo de experiências locais.

“Para isso, precisamos consolidar a nova prática, compartilhar a experiência e buscar recursos que garantam a continuidade até oficializar e transformar estas novas iniciativas em política pública”, ressaltou.

A superintendente do GHC complementou: “A nossa experiência tem que ser instituinte. Precisamos mapear o que já é feito por iniciativa profissional e oficializar na instituição, além de identificar o que está frágil e precisa de apoio. A pergunta da gestão para a atenção deve ser: no que eu posso ajudar?”, afirmou.

O compromisso de promover este mapeamento junto às equipes e organizar um plano piloto de um novo modelo de cuidado em ambulatórios foi assumido pelo diretor técnico do GHC, José Fossari. “Temos que criar a cultura de realizar”, disse.

As falas foram direcionadas aos diversos profissionais que relataram experiências já exitosas de promoção de um trabalho que atende aos critérios apresentados pelo palestrante e também destacaram desafios que algumas áreas enfrentam para seguir este caminho. Os relatos foram feitos pelo coordenador do Serviço de Pneumologia do HNSC, Maurício Leite; o preceptor da Residência em Medicina Interna, André Wajner; o gerente de internação do HNSC, Fernando Anschau; a preceptora da Residência em Ginecologia e Obstetrícia e representante da AMEHC, Rejane Ferraz; o gerente de Internação do HCC, Luiz Braum Filho; o médico de adolescentes Leonardo Severo; o coordenador de pacientes externos do HCR, Décio Ignácio Angnes; e o coordenador do Serviço de Traumatologia do HCR, Renato Michelon.

Continuidade
Além de promover o debate sobre o modelo de atenção ambulatorial e a troca de experiências entre diversos setores, a roda de conversa definiu a continuidade da discussão e da identificação e consolidação das práticas. Um próximo encontro será convocado para manter a proximidade entre a gestão e a assistência em relação ao tema e iniciar o trabalho de mapeamento.

Provocativo, Gastão Wagner encontrou na atividade do GHC profissionais igualmente implicados com a qualificação do cuidado e procurou dialogar com esta motivação. “Quando achamos que nosso trabalho está muito repetitivo, tem alguma coisa errada. Vale a pena fazer essa revolução no ambulatório”, finalizou.

Créditos: Nanda Duarte