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25.09.2015 FESTA NO HOSPITAL

Profissionais, usuárias e diretoria celebram juntos aniversário do Hospital Fêmina

Para marcar os 60 anos desde a fundação da instituição, programação reuniu também parceiros da entidade, como integrantes da Delegacia da Mulher, da ONG Themis e da Associação Voluntária do Amor

Pessoas empenhadas de diversas maneiras em garantir às mulheres o direito à saúde integral comemoraram nesta sexta-feira, 25 de setembro, o aniversário de uma instituição referência no tema no Rio Grande do Sul: o Hospital Fêmina. A unidade do Grupo Hospitalar Conceição, que tem como data de fundação institucional o dia 21 de setembro de 1955 e iniciou o atendimento ao público na década de 60, atende hoje milhares de mulheres anualmente em áreas como ginecologia, obstetrícia e oncologia.

Os gerentes de Internação e Administração do hospital, Paulo Ricardo Bobek e Marinéia Roldão da Rocha, explicam que o foco do Fêmina atualmente é a promoção de boas práticas de cuidado que garantam assistência integral e humanizada às mulheres e aos bebês que passam por atendimento. Na semana passada, todos os profissionais que atuam no acolhimento às pacientes participaram de uma capacitação sobre a Iniciativa Hospital Amigo da Criança e Cuidado Amigo da Mulher.

Diretoria cumprimentou os profissionais
A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, e o diretor técnico, José Fossari, cumprimentaram os trabalhadores do hospital durante um almoço comemorativo no refeitório da instituição. “Quem está de parabéns são vocês, que são os responsáveis pela produção do cuidado no Fêmina”, reconheceu a superintendente.

Uma destas profissionais é a médica do plantão obstétrico Eleni Viegas, que há 38 anos se dedica ao trabalho na instituição. “Eu continuo aqui porque esse hospital tem alguma coisa diferente. É como se fôssemos uma grande família”, disse.

Direitos Humanos e combate à violência
As usuárias que cruzaram o salão do hospital durante a manhã receberam informações e material educativo de organizações como a THEMIS – Assessoria Jurídica e Estudo de Gênero e a Delegacia da Mulher, e da Comissão de Gênero do GHC.

A delegada Rosane de Oliveira celebrou a possibilidade de contato entre as entidades, que estão iniciando um projeto conjunto de acolhimento a mulheres em situação de violência. “A violência contra a mulher não é um problema somente da mulher, é também uma questão de saúde pública, diz respeito à sociedade como um todo”, defendeu.

A repercussão recente sobre o atendimento humanizado que o Fêmina proporcionou ao casal transexual que teve seu primeiro filho na instituição, em julho, foi lembrada pela coordenadora de Direitos Humanos do GHC, Carla Baptista. “Nosso objetivo é garantir o respeito à diversidade em todas as unidades do GHC, e o Hospital Fêmina é parceiro nessa missão”, afirmou.

Mulheres pelas mulheres
A Associação Voluntária do Amor, que atua na instituição desde 2003, movimentou a programação do aniversário, com decoração especial, entrega de brindes feitos com material reciclado pelas voluntárias e cupcakes de aniversário, que foram a sobremesa do dia no refeitório. Uma das mais animadas no “parabéns a você” cantado para a instituição era Marli Soares Massau, coordenadora do grupo.

O trabalho das voluntárias, inicialmente voltado para pacientes com câncer de mama, hoje se estende às usuárias de todas as áreas assistenciais. “Buscamos dar suporte e amparo. É uma luta das mulheres pelas mulheres”, ressalta.

Os serviços
O Hospital Fêmina promove o cuidado do pré-natal à gestante, faz o parto, trata do bebê e da mãe com alguma complicação, como hipertensão ou dependência química. Conta com 187 leitos.

Também atua no manejo de doenças femininas graves, como câncer de mama, a partir de sua prevenção, e de problemas ginecológicos em geral. Entre os destaques, está a Unidade de Reprodução Humana, que recebe gratuitamente casais com dificuldades de gerar filhos, promovendo em média, por ano, cerca de 140 inseminações artificiais. Além disso, realiza fertilizações in vitro, sendo que, em um ano, 80 pacientes foram submetidas ao processo.

O Banco de Leite Humano da instituição é referência para profissionais de saúde do Cone Sul em treinamento de pessoal e troca de informações técnico-científicas. A unidade faz a captação e a pasteurização do leite materno a ser consumido por bebês do próprio hospital cujas mães não podem amamentar.