Com o intuito de contribuir para a criação de oportunidades profissionais para jovens, especialmente aqueles em vulnerabilidade social, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) oferece qualificação profissional, em parceria com a Escola Técnica Mesquita, através do programa Jovem Aprendiz. No dia 29 de outubro, uma nova turma de 57 jovens iniciou a etapa prática dos cursos de qualificação profissional de Assistente Administrativo e Auxiliar de Nutrição e Dietética no GHC. Outros 13 iniciarão no dia 11 de novembro, como auxiliares de manutenção elétrica e eletrônica.
Para Douglas Pedroso, de 19 anos, a prática no GHC é uma oportunidade. “Vou me esforçar ao máximo, quero ser competente, estou buscando o meu futuro. Aqui não tem efetivação, mas alguém pode gostar de mim e querer me levar para alguma empresa”, disse o menino do curso de assistência administrativa. Ele ainda conta que quer aprender muito com a experiência e que planeja fazer faculdade de Serviço Social.
Miguel Salim, 19, e Adriane Lopes, 18, que começaram como auxiliares de nutrição e dietética, contam que buscaram o curso com intuito de conhecer o cotidiano de um hospital. “Quero saber se as coisas são como eu imagino, se é por onde quero seguir depois”, falou o rapaz. Os dois pretendem seguir na área da saúde após conclusão da qualificação profissional no Programa Jovem Aprendiz. “Pretendo fazer Enfermagem, já quero conhecer bem o funcionamento de um hospital”, disse Adriane.
O Programa
O Programa Jovem Aprendiz é uma importante iniciativa de desenvolvimento de política pública direcionada à juventude, relacionando o tema da educação, trabalho, renda e inclusão social. A duração é, ao todo, de onze meses.
Na parceria, os jovens cursam a parte teórica na Escola Técnica Mesquita e, após, fazem a prática supervisionada no GHC. Têm prioridade para ingressar no programa os jovens encaminhados pela rede de serviços do GHC, onde são observados critérios de vulnerabilidades social como renda familiar, vítimas de violências e fatores étnico, onde são priorizados os afro descendentes. São também avaliadas as questões de gênero, jovens mães e pais, jovens com defasagem de escolaridade idade/série. A etapa de seleção é feita com participação direta do GHC.
Os jovens que quiserem participar do programa devem ter entre 18 e 23 anos e 7 meses, estar estudando, com exceção daqueles que já concluíram o Ensino Médio, mas que não tenham registro de trabalho formal. O aprendiz recebe meio salário mínimo nacional como bolsa, vale transporte e vale alimentação durante todo o período do programa, tendo direito, também, a ganhar décimo terceiro. O curso é considerado uma qualificação profissional.
A contratação dos aprendizes é regulamentada pela Lei 10.097/00 e o Decreto 5.598/2005. A parceria através do programa Jovem Aprendiz existe desde 2006.
Créditos: Débora Escobar