Promovido pelo Gerenciamento de Risco do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), ocorreu nesta quarta-feira, dia 11 de novembro, a 5ª Jornada de Gerenciamento de Risco e Segurança do Paciente, no auditório do Instituto da Criança com Diabetes. O objetivo foi explicar e contextualizar os protocolos básicos de segurança do paciente, assim como abordar a importância da comunicação entre os profissionais de saúde. Além desses temas, a jornada buscou experiências exitosas com segurança do paciente no GHC.
Na abertura do evento, a coordenadora do Gerenciamento de Risco do GHC, Rosana Mirandola, destacou a necessidade de alterar os métodos de atendimento em se tratando de segurança do paciente: “Muitas vezes, a segurança do paciente não depende apenas de grandes investimentos financeiros, e sim de uma mudança no processo de trabalho”, explica. Compondo a mesa de abertura ao lado dela, estava o gerente de Apoio do GHC, Márcio Belloc.
Começando a série de palestras, o coordenador executivo do Centro Colaborador para Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, Victor Grabois, contextualizou o que é realizado sobre segurança do paciente em âmbito nacional e internacional. Segundo ele, o objetivo do programa nacional de segurança do paciente é definido como uma implementação de práticas seguras. Tratando da importância da comunicação entre profissionais de saúde, a enfermeira da Gestão de Risco do Hospital Mãe de Deus Michele Malta informou que as falhas de comunicação são a terceira maior causa de eventos sentinelas, atrás de fatores humanos e liderança.
No dia 12 de novembro, as palestras sobre segurança do paciente seguem em pauta na 5ª Jornada de Cirurgia Segura, promovida também pelo Gerenciamento de Risco.
Protocolos básicos de segurança do paciente
Identificação do paciente - Estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a primeira meta, este protocolo busca utilizar tecnologias como pulseiras de identificação com código de barras, assim como o prontuário e etiquetas do paciente e se efetiva com a participação ativa do paciente e familiares, durante a confirmação da sua identidade. As falhas de identificação do paciente podem resultar em erros de medicação, erros durante a transfusão de hemocomponentes, em testes diagnósticos, realização de procedimentos em pacientes errados, entre outros eventos adversos.
Higienização do paciente - Separada nas categorias higiene simples das mãos, higiene antisséptica, fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica e antissepsia cirúrgica das mãos, este protocolo propõe promover um aumento na sensibilização, conscientização e adesão à prática de higiene de mãos pelos profissionais de saúde. São explicados neste item os cinco momentos para a higienização das mãos sendo eles, antes do contato com o paciente, antes da realização de um procedimento asséptico, após risco de exposição a fluídos corporais, após o contato com o paciente e após as áreas próximas de contato com o paciente.
Cirurgia segura – Com o objetivo de manter a segurança no atendimento ao paciente, reduzindo o risco de incidentes cirúrgicos. De acordo com a literatura médica mundial, os erros realizados em procedimentos cirúrgicos representam 50 % dos eventos adversos. Visando os termos quantitativos de procedimentos cirúrgicos, com cerca de 234 milhões de cirurgias, anualmente, segundo a OMS, este protocolo busca a aplicação de uma lista de checagem de ações de segurança, afim de que os riscos mais comuns e evitáveis sejam minimizados ou eliminados, evitando expor a vida e o bem-estar dos pacientes cirúrgicos.
Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos – Com enfoque em diminuir a incidência de erros relacionados à etapa de prescrição de medicamento, este protocolo propõe uma série de estratégias como prescrição eletrônica, análise farmacêutica, gerenciamento e controle de medicamentos de alto risco, entre outros. Os erros de medicação podem ocorrer em qualquer etapa do uso de medicamentos: aquisição, prescrição, transcrição, validação, dispensação, preparo, administração e uso pelo paciente e representam cerca de 30% dos danos causados aos pacientes durante a hospitalização.
Prevenção de quedas - Este protocolo visa manter a segurança no atendimento ao paciente, prevenindo quedas durante a sua internação e possíveis danos relacionados a estas. Cerca de 30 % dos pacientes com mais de 65 anos caem todos os anos.
Prevenção de úlcera por pressão – Úlcera por pressão é uma lesão na pele e nos tecidos e/ou estruturas subjacentes, geralmente localizada em proeminências ósseas e em tecidos moles, resultante de pressão isolada ou combinada com fricção e/ou cisalhamento, que pode provocar uma isquemia e levar a morte celular devido à diminuição de fluxo sanguíneo. Por meio das estratégias de inspeção da pele e aplicação de escala para avaliação de risco para o desencadeamento de úlcera por pressão, este protocolo busca avaliar a pele do paciente para evitar que desenvolva úlcera por pressão e instituir medidas de prevenção.
Créditos: Giovanni Andrade