No Dia Mundial da Prematuridade, a equipe da UTI Neonatal do Hospital da Criança Conceição (HCC) promoveu uma comemoração, na manhã desta terça-feira, dia 17 de novembro, no anfiteatro da instituição. O objetivo foi enfatizar a importância dos cuidados que bebês prematuros precisam ter e do atendimento especializado que necessitam. Para celebrar o dia, a proposta foi convidar as mães e seus filhos que nasceram prematuramente no HCC desde 2008 e moram em Porto Alegre e Região Metropolitana para atividades com brincadeiras e recreação. Em média, o HCC recebe cerca de 600 crianças internadas por ano, sendo aproximadamente 150 que nasceram com menos de 1,5 kg, considerado prematuro de muito baixo peso.
Nessa comemoração, mães e crianças se reuniram com a equipe do HCC, emocionando-se ao lembrar dos momentos vividos dentro do hospital. Janaína Vianei, de 36 anos, recorda do ano de 2008, quando deu a luz Jean Carlos Silva dos Santos, hoje com sete anos. Com quatro meses de gravidez, Janaína começou a ter sangramentos e acabou dando a luz com 28 semanas de gestação: “Ele nasceu com 890 gramas, 35 cm e com infecção. Ficou internado até o terceiro mês, ganhou peso, mas era bastante dependente do oxigênio. Hoje, ele está bem de saúde, já sabe ler e escrever”, explica. Reencontrando a equipe, Janaína se emociona e destaca o trabalho realizado: “Se não houvesse esse trabalho, a gente não tinha a oportunidade de criar nossos filhos. É um trabalho que, se não tivesse amor, não teria como dar certo”, afirma.
Durante o evento, a sala foi tomada por brinquedos por todos os cantos e muita diversão para as crianças. O Operação Palha-Assada, grupo voluntário de “doutores-palhaços”, chegou na comemoração cantando canções infantis, tirando fotos e brincando com os presentes. Acompanhando o grupo estava a voluntária Margareth Jackle, funcionária do GHC por 21 anos, aposentada desde março, mas que segue participando de atividades como contadora de histórias voluntariamente.
Em nove anos trabalhando na UTI neonatal, a médica Cátia Soares diz que a criança a qual atendeu com o menor peso foi com 495 gramas e o bebê com o menor número de semanas de gestação foi 23 semanas. Para ela, a importância de se destacar o tema está na gravidade do problema: “Hoje, no Brasil, a principal causa de mortalidade infantil, abaixo do primeiro ano é a prematuridade”, ressalta.
Créditos: Giovanni Andrade