Com a finalidade de conscientizar os trabalhadores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) sobre os malefícios do tabagismo, a Comissão de Controle do Tabagismo do GHC promoveu, nesta quarta-feira, 18 de novembro, a palestra “O profissional da saúde como modelo na luta contra o tabaco”. De acordo com a presidenta da Comissão, Marcelina Bauerfeldt, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 220 mil brasileiros morrem anualmente por complicações decorrentes do uso do cigarro. “O Ministério da Saúde já estabeleceu leis e portarias que restringem o uso do cigarro em diversos locais. A nossa função, enquanto unidade hospitalar, tem de ser a de transmitir a mensagem da responsabilidade coletiva”, explicou Marcelina. Ela ainda lembrou que um ambiente livre do cigarro é um direito de todos e um exercício da cidadania, pois, segundo ela, trata-se de uma questão de saúde pública e que trás muitas consequências futuras.
Médica do Serviço de Pneumologia do Hospital Conceição, Elaine Segura deu seguimento na palestra pontuando estatísticas e dados clínicos. “O hábito de fumar já se tornou uma doença epidêmica e pediátrica, pois entre 70% e 80% dos fumantes tiveram o primeiro contato com a nicotina antes dos 18 anos”, destacou Elaine.
Indicadores da OMS apontam o tabagismo como a primeira causa de adoecimento e morte evitáveis do mundo. A partir desta análise, o Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) deu início, a partir da década de 1980, às ações que compõem o Programa Nacional de Controle do Tabagismo. O objetivo é garantir que ações educativas, de comunicação e atenção à saúde que buscam o combate ao tabaco estejam acessíveis para o SUS. Nessa mesma perspectiva, em 1998, o GHC fundou a Comissão de Controle do Tabagismo, que prevê os mesmos objetivos.
A pneumologista também alertou sobre os riscos da dependência física, psicológica e comportamental, além dos altos índices de incidência de câncer de pulmão em quem fuma. Ainda segundo Elaine, a preocupação deve se estender para o fumante passivo, que, embora não faça uso do cigarro, acaba prejudicado pela contaminação do ar. “Precisamos sensibilizar fumantes e não fumantes para viver com qualidade e saúde. Ao fazermos isso, estamos exercendo nosso papel na sociedade, de preocupação com o bem-estar coletivo”, pontuou a médica.
O evento ainda teve exibição de um filme a respeito da temática e um espaço para debate e esclarecimento de dúvidas. A atividade ocorreu no auditório do Instituto da Criança com Diabetes (ICD), das 14h às 16h, e valeu como horas de formação para os funcionários.
Créditos: Mariana Ribeiro