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19.11.2015 PRODUÇÃO DO QUILOMBO, BENEFÍCIO DO SUS

Dilma anuncia ampliação da aquisição pelo GHC de alimentos produzidos por quilombolas

A segunda chamada pública do GHC para compra de alimentos da agricultura familiar quilombola, que vai beneficiar mais de 60 comunidades no RS, foi destacada pela presidenta como instrumento de fomento a produção e geração de renda
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Anúncio foi feito pela presidenta Dilma em solenidade em Brasília.
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Superintendente do GHC, Sandra Fagundes, coordenador de Políticas para Comunidades Quilombolas do MDA, Quêner Chaves dos Santos, Secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Givânia Maria da Silva, integrante da Participação Cidadã/GHC, Vera Beatriz Cruz, e Richard Gomes, da Gerência de Materiais do GHC, durante o evento.
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Vera Beatriz, superintendente Sandra e Gomes.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) vai ampliar a experiência que está levando alimentos produzidos por comunidades quilombolas ao prato dos usuários do SUS atendidos nos hospitais do Grupo, em Porto Alegre. A segunda chamada pública para compra de produtos da agricultura familiar quilombola pelo GHC foi anunciada na manhã desta quinta-feira (19), em Brasília, durante o evento alusivo ao Dia da Consciência Negra, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

Na cerimônia, o titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, celebrou a iniciativa do GHC. "Quero prestar uma homenagem à Sandra Fagundes, diretora-superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, do Rio Grande do Sul, que vem dando prioridade para a compra de alimentos de comunidades quilombolas", disse.

A presidenta Dilma Rousseff citou a experiência do GHC como um dos exemplos de instrumentos que o Governo Federal vem desenvolvendo para, além de reconhecer o direito à terra, estimular a produção e criar oportunidades de geração de renda e dignidade. "Estamos fazendo escolhas políticas que nos conduzem na direção da promoção de igualdade racial", afirmou Dilma. "Um caminho que exige ações afirmativas e de resgate", complementou.

A solenidade também foi marcada pela assinatura de decretos de desapropriação de terras em favor de comunidades quilombolas, entrega de concessões de uso de terras, certificação de comunidades com o selo Quilombos do Brasil e o anúncio de uma chamada pública para assistência técnica de dez mil famílias.

Segunda compra vai beneficiar mais de 60 comunidades

A primeira compra de produtos de comunidades quilombolas pelo GHC, realizada em maio de 2015, envolveu cinco comunidades e a produção de quatro toneladas de alimentos. A segunda chamada marca uma ampliação significativa do projeto, e prevê o financiamento para a produção de 146 toneladas de alimentos, superando o valor de meio milhão de reais, em benefício de mais de 60 comunidades quilombolas do Estado do Rio Grande do Sul. A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, destaca que os usuários e trabalhadores do SUS também saem beneficiados. “Este é um investimento que significa, ao mesmo tempo, o reconhecimento importância da segurança alimentar para a produção de saúde e a reafirmação do nosso compromisso com uma política pública de reparação e afirmação de direitos históricos”, defende a superintendente.

Para a ampliação do projeto, o GHC mobilizou uma parceria institucional entre Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Incra, Fundação Cultural Palmares, Federação Quilombola do RS, e Emater/RS em um trabalho que buscou organizar a produção, a infraestrutura e a logística do processo. A ideia é que a experiência estimule outras instituições do Brasil a investir recursos disponíveis para a aquisição de alimentos na agricultura familiar quilombola. “Uma decisão que ajuda a garantir mercado para incentivar a cadeia produtiva nesses territórios e que, acima de tudo, induz cidadania”, afirma a superintendente do GHC.

Programa de Aquisição de Alimentos

A iniciativa é viabilizada através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal, criado para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar. Para isso, o programa utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando processos que agregam valor à produção.

De 2014 para cá, o GHC já realizou 8 chamadas públicas, que somam um investimento de mais de cinco milhões de reais. Fornecem para o GHC cooperativas de Itati, Terra de Areia, Três Forquilhas, Nova Petrópolis, Carlos Barbosa, Capão do Leão, Nova Palma, São Lourenço do Sul, Canguçu, Mostardas, Caxias do Sul e Viamão, do RS, e Rio Fortuna, de SC.

A primeira chamada específica para comunidades quilombolas dentro do programa foi lançada em 2015. Com a ação, o GHC se tornou a primeira instituição pública do Brasil a comprar institucionalmente alimentos produzidos em comunidades quilombolas, com a identificação de origem do Selo Quilombos do Brasil.

O GHC

Vinculado diretamente ao Ministério da Saúde, o Grupo Hospitalar Conceição é referência no atendimento do Sistema Único de Saúde no RS, formado pelos hospitais Conceição, Criança Conceição, Cristo Redentor e Fêmina, além da UPA Moacyr Scliar, de 12 postos de saúde do Serviço de Saúde Comunitária, de três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), um Consultório de Rua e do Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde - Escola GHC. Em média, o grupo fornece mais de 270 mil refeições por mês para funcionários, pacientes e seus acompanhantes.

Créditos: Nanda Duarte