Por meio de um passeio histórico e cultural por Porto Alegre, nesta quarta-feira, 25 de novembro, participantes da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppir/GHC) conheceram os pontos históricos por onde os negros passaram durante o período escravocrata. O passeio foi realizado por intermédio do projeto idealizado pela Companhia Carris chamado "Territórios Negros". A atividade marcou o último dia de atividades do Mês da Consciência Negra no GHC.
Levar conhecimento histórico até os integrantes da Comissão para que eles saibam os lugares em que a população negra passou foi um dos objetivos do passeio, como destacou a coordenadora da CEPPIR, Ludmila Marques: “Nós ficamos tão envolvidos com a parte da saúde que esquecemos de ressaltar e valorizar mais a questão histórica. Havia coisas aqui que nós não conhecíamos e agora, além de conhecer, nós entendemos o contexto histórico dos ambientes”, explicou. Ludmila ainda contou que a Ceppir pretende realizar passeios como esse a cada dois meses com grupos diferenciados.
Segundo a historiadora Fátima Rosane da Silva André, o objetivo do projeto, que surgiu em 2009, já atendeu cerca de 32 mil pessoas e tem como objetivo estimular e levar conhecimento aos participantes. O percurso foi feito com base nas caminhadas do poeta negro Oliveira Silveira, que aconteceram entre os anos de 2001 e 2003, quando ele reformulava com poesia os espaços em que haviam tido sofrimento a população negra. Fátima explica que o povo afro-brasileiro trouxe cultura e ajudou a construir Porto Alegre.
“Eu acho muito interessante e emocionante a gente se deparar com as nossas raízes, com o lugar, com os espaços em que o povo negro viveu em Porto Alegre antes de nós, e eu acho que isso contribui com a nossa identidade e com a nossa sensação de pertencimento social nessa cidade”, evidenciou a psicóloga do Consultório na Rua do GHC e integrante da Ceppir Sílvia Regina Ramão Silvia, também presente no passeio.
Durante a atividade, o grupo visitou lugares como o Largo da Forca, o Monumento do Tambor, a Igreja das Dores, a Largo das Quitandeiras, o Quilombo do Areal, entre outros. A visita aos pontos históricos reuniu cerca de 20 trabalhadores, que demonstraram entusiasmo com os conhecimentos adquiridos.
Créditos: Graziella Silva