O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) recebeu nessa terça-feira, 24 de novembro, o selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) do Governo Federal. O selo é um reconhecimento pelas práticas de igualdade de gênero e raça adotados pelas instituições. Além do GHC, outras 67 empresas do país também foram agraciadas. O evento foi realizado na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, em Brasília.
Estiveram presentes para receber o Selo, em nome do Grupo Hospitalar Conceição, a diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, a coordenadora de Direitos Humanos do GHC, Carla Baptista, e a coordenadora da Comissão Especial de Promoção de Políticas da Igualdade Racial (Ceppir/GHC), Sílvia Maria Godoy. Carla Baptista disse que o recebimento do selo representa o caminho que a instituição tem construído. “Mostramos que estamos conseguindo responder aos nossos planejamentos de igualdade. É isso que realmente nos importa”, comemorou.
A presidenta, Dilma Rousseff, em mensagem lida pela ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, ressaltou o avanço da promoção da igualdade no Brasil, mas disse que ainda tem muito a ser feito para isso. "As pessoas e as instituições precisam adotar novos comportamentos e novos valores. Precisam agir de forma sistemática em favor de relações mais iguais, inclusive no mundo do trabalho. E o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça mostra que este caminho é viável e bem sucedido. Por isso, parabenizo as 68 organizações contempladas com o Selo, essas organizações rejeitaram a inércia que mantém as desigualdades e abraçaram a vontade de construir mais e mais igualdade por meio das práticas do cotidiano".
A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, destacou a importância do programa e de ações que promovam a igualdade. "Romper com essa desigualdade ainda é um desafio. E as empresas que participam do Programa assumiram o compromisso de enfrentar esses padrões de relação. São dez anos de existência do Programa, o que ilustra o compromisso do Governo Federal com a autonomia econômica das mulheres, e sem o engajamento das empresas esse trabalho não seria possível", disse ela.
“Como o selo é dirigido a grandes e médias empresas, ele multiplica sua importância, porque as empresas acabam sendo representativas nas relações com outras. Muitas vezes, a ação delas repercute no âmbito corporativo”, afirmou a secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Tatau Godinho. A diretora da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasmann, falou sobre a importância das ações para vencer as dificuldades no trabalho diário. “Sabemos da obstinação das empresas participantes do Programa em seu árduo trabalho pela superação do racismo e do sexismo no ambiente de trabalho. Chegamos a um tempo onde as parcerias são fundamentais para fazer as mudanças necessárias. E o Programa viabiliza fazer mudanças efetivas, com o foco nos direitos da mulher e da população negra", disse a diretora.
O Selo Pró-Equidade
É uma iniciativa do Governo Federal, por meio da SPM, que tem como objetivo estimular a igualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho, eliminando todas as formas de discriminação no acesso, remuneração, ascensão e permanência no emprego. O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça reafirma os compromissos de promoção da igualdade de gênero, inscrita na Constituição Federal de 1988, e conta com a parceria do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Voltado a empresas de médio e grande porte, públicas e privadas, o Pró-Equidade de Gênero e Raça incide na gestão de pessoas e na cultura organizacional de forma a alcançar a igualdade entre mulheres e homens no mundo do trabalho. A adesão ao programa é voluntária.
As inscrições para a 6ª edição do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça estão abertas.
Conquistas do GHC
-Inauguração da Ala na Biblioteca de Gênero no Hospital Conceição;
-Inclusão do nome social no prontuário do paciente e nos crachás dos funcionários;
-Fluxo de avaliação e procedimento em casos de discriminação de gênero, raça e orientação sexual;
-Diferenciação nos crachás para designar funções na questão de gênero (ex: enfermeira e não enfermeiro);
-Criação de um do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça no Portal do GHC com o objetivo de divulgar as atividades desenvolvidas pelas Comissões de Equidade.
Créditos: Débora Escobar