Promovido pela Comissão Especial de Políticas de Promoção da Acessibilidade e da Mobilidade do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppam/GHC), a oficina de acolhimento às pessoas cegas e com deficiência visual em instituição de saúde ocorreu na manhã desta quarta-feira, 2, no auditório do Instituto da Criança com Diabetes. O objetivo do evento foi socializar informações que contribuam para um adequado encaminhamento das pessoas cegas e deficientes visuais que busquem os serviços de saúde.
Durante o evento foram apresentados os membros e diretrizes da Ceppam/GHC e o propósito da oficina. Além da explicação de procedimentos sugeridos para orientação e a condução desses pacientes, foi proposta uma dinâmica em duplas, onde um dos participantes utilizava uma venda e sua dupla ficava responsável por guiá-lo em um trajeto.
Entre os palestrantes estavam os membros da Ceppam Maria Salette Verdi da Silva, Elisete Salete Pierozan Bernardes e Altair Paulo Welter, que é cego. Para Welter, a necessidade de debater o tema está na busca para o melhor atendimento dos usuários do hospital: “A importância é o esclarecimento e instruir as pessoas, pois trabalhamos numa instituição onde muitos pacientes têm deficiência visual”, afirma.
Maria Selette destaca a abordagem e a acessibilidade universal como as questões principais para acolher pacientes cegos ou com deficiência visual: “Sempre ao abordar, perguntar o que a pessoa precisa. Em segundo lugar está a questão da acessibilidade universal. A Ceppam busca a acessibilidade para a pessoa com deficiência, com mobilidade reduzida, obesa, gestante e idoso. Então, se pensar nessas questões, se atinge a pessoa cega ou deficiente visual”, explica.
Créditos: Giovanni Andrade