A diretoria do GHC realizou, nessa quinta-feira, 17 de dezembro, uma roda de conversa sobre Metodologia da Incorporação de Tecnologias no SUS, com o consultor em Gestão de Tecnologias Médico-Hospitalares do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos do Ministério da Saúde, Eduardo Coura Assis. Objetivo foi proporcionar uma troca de informações e conhecimentos sobre a temática a fim de aprimorar os processos no GHC com base no trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde. Assis está no Rio Grande do Sul a convite da Gerência de Ensino e Pesquisa do Grupo Hospitalar Conceição (GEP).
A atividade integra o programa de reorganização do Núcleo de Incorporação Tecnológica do GHC (NIT), que consta no Planejamento Estratégico do GHC. Participaram do espaço de atualização, profissionais diretamente ligados ao núcleo, além de gerentes e assessores vinculados ao tema. O NIT é o órgão da instituição que recebe os pedidos de incorporações. Ele é composto por diferentes comissões que recebem a proposta da tecnologia, analisam e avaliam.
Tecnologia como ferramenta de trabalho
No encontro, o consultor do MS falou sobre os métodos utilizados pelo Ministério da Saúde para a incorporação de novos equipamentos no SUS, bem como o papel da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) na retirada de dispositivos médicos obsoletos do SUS. Assis defende o modelo de tripé da saúde, formado pelos profissionais, que devem estar sempre preparados; pela tecnologia, que é a ferramenta de trabalho; e pelos processos organizacionais, que ditam como inserir um método de trabalho dentro do contexto de cada lugar. “Tecnologias servem para trazer benefícios ou amenizar malefícios, estão sempre presentes e sofrem transformações importantes”, afirmou. Ele destacou a utilização de tecnologia em diferentes níveis de complexidade da atenção à saúde. “Por exemplo, uma equipe de saúde da família, por mais sem recursos que seja, tem um aparelho medidor de pressão para auxiliar na assistência. Da mesma forma ocorre em um hospital, em que a utilização da tecnologia começa com a chegada do paciente e encaminhamento para exame”, completou o consultor.
Assis explicou que os equipamentos médico-assistenciais, também chamados de produtos da saúde pela Anvisa, têm um ciclo de vida muito mais amplo que uma medicação. Como a forma de administração é constante e existe a possibilidade de mau funcionamento, são necessárias tecnologias específicas para a incorporação. “A ideia é trazer experiências de como o trabalho em avaliação de tecnologias se desenvolve no Ministério da Saúde e como isso pode ser disseminado por meio de estudos”, disse.
Agenda para inovação
O diretor técnico do GHC, José Fossari, destacou a importância de se ter um planejamento adequado. “Tudo que é inovador é necessário. Este é um processo extremamente dinâmico”, disse o diretor.
A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, também participou da atividade e falou sobre a necessidade de se estruturar dentro da instituição um núcleo de inovação e tecnologia. “Meu desejo é a abertura de uma agenda, um compromisso coletivo com o tema”, ressaltou.
Como parte da visita de Eduardo Coura Assis ao Rio Grande do Sul, também estão programadas duas aulas no Mestrado Profissional de Avaliação Tecnológica em Saúde, da Escola GHC, ministradas na sexta-feira (18) e no sábado (19).
Créditos: Mariana Ribeiro