Preocupado com os problemas de saúde causados pelo mosquito Aedes aegypti, o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia dos hospitais Conceição e da Criança Conceição (NHE/HNSC-HCC) realizou capacitações em chikungunya, dengue e zika vírus para funcionários da área assistencial da saúde. As atividades, que valeram como horas de formação para os trabalhadores, ocorreram nos dias 21 e 22 de dezembro, no mezanino do HNSC. O objetivo dos encontros foi explicar o surgimento dessas doenças no mundo e no Brasil, assim como expor a situação atual, apresentar os aspectos clínicos, como o que fazer em casos de pacientes com suspeitas, e a vigilância epidemiológica. As palestrantes foram as médicas infectologistas Patrícia Fisch e Carina Guedes, integrantes do NHE/HNSC-HCC.
As três doenças são transmitidas pelo mosquito “Aedes aegypti”, que, pelo clima quente e úmido, se adapta e se reproduz facilmente no Brasil. Além disso, a dengue, a chikungunya e a zika são doenças que apresentam alguns sintomas semelhantes, o que pode dificultar o diagnóstico.
A dengue, segundo as palestrantes, é a doença mais grave quando comparada às outras. Ela causa febre, dores no corpo, dor de cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pele e indisposição. Em casos mais acentuados, a dengue pode provocar hemorragias, que, por sua vez, podem ocasionar óbito. A chikungunya também causa hipertermia e dores no corpo, mas elas concentram-se, principalmente, nas articulações. Alguns sintomas duram em torno de duas semanas, mas podem permanecer por meses.
O zika vírus é ainda pouco conhecido. O maior alerta é para mulheres grávidas, pelo vírus estar relacionado com casos de microcefalia. No Rio Grande do Sul, ainda não há casos confirmados.
Como não existem vacinas para prevenção, segundo Patrícia, a melhor forma de se proteger das infecções é com o uso de repelentes. Ela lembrou também que a epidemia da dengue enfrentada no Brasil é um caso de saúde pública e que todos devem fazer a sua parte para conter a disseminação do mosquito. “Tem que cuidar pra não deixar potinhos com água parada, pneu... Nada que o mosquito goste”, completou.
Em caso de suspeita de uma das doenças, o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia deve ser avisado imediatamente pelo ramal 2091.
Créditos: Débora Escobar