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15.01.2016 PREVENÇÃO

GHC reforça orientações para prevenção do vírus Zika

Capacitação das equipes e divulgação de informações sobre o assunto estão entre ações
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Médica infectologista Patrícia Fisch destaca o combate ao mosquito como principal ação de prevenção.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) capacita as equipes de funcionários da área assistencial da saúde bem como reforça a divulgação das medidas de prevenção e controle do chikungunya, dengue e zika vírus. Com o objetivo de intensificar a mobilização, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, que envolve diferentes ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com Estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia.

Capacitações promovidas pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia dos hospitais Conceição e da Criança Conceição (NHE/HNSC-HCC) são disponibilizadas para funcionários da área assistencial da saúde. As atividades de formação para os trabalhadores têm como objetivo explicar o surgimento dessas doenças no mundo e no Brasil, assim como expor a situação atual, apresentar os aspectos clínicos, como o que fazer em casos de pacientes com suspeitas, e a vigilância epidemiológica.

Conforme explica a médica infectologista Patrícia Fisch, integrante do NHE/HNSC-HCC, os vírus zika, da dengue e da febre amarela pertencem à família dos Flavivírus do grupo arbovírus, que podem ser transmitidos ao homem por vetores artrópodos. O termo vem de “arthropod borne virus” em inglês. Já o vírus da chikungunya pertence à família dos Togavírus.

“As arboviroses são um grande desafio à saúde pública uma vez que mudanças climáticas e ambientais, como crescimento urbano desordenado, favorecem a proliferação dos seus vetores. Os mosquitos do gênero Aedes são responsáveis pela transmissão de dengue, chikungunya e zika. O Aedes aegypti é um mosquito urbano, domiciliar e de hábitos diurnos”, ressalta a médica Patrícia Fisch, que destaca o combate ao mosquito como principal ação de prevenção.

Sintomas

O zika vírus é ainda pouco conhecido. O maior alerta é para mulheres grávidas, pelo vírus estar relacionado com casos de microcefalia. No Rio Grande do Sul, ainda não há casos confirmados. A zika é uma doença assintomática na maioria dos casos, ou seja, não apresenta sintomas ou as exibe tardiamente. Quando apresenta sintomas, os mais comuns são manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados e febre. Caso observe algum destes sinais ou sintomas, procure um serviço de saúde para atendimento.

O Ministério da Saúde emitiu uma nota informativa notificando o aumento de casos de microcefalia na região nordeste do Brasil. Microcefalia é uma malformação congênita que pode ter diferentes causas, como substâncias químicas (drogas e álcool, por exemplo), agentes biológicos (como bactérias e vírus) e radiação. Frente à possibilidade de associação do vírus zika com o aumento do número de casos de microcefalia, o Ministério da Saúde orienta as mulheres que desejam engravidar a procurar um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas antes de decidir.

Até o momento, ainda não foi confirmado nenhum caso autóctone (contraído localmente) de infecção por zika no Rio Grande do Sul.

Prevenção

A prevenção desses agravos é feita basicamente por meio de medidas de vigilância da enfermidade e dos vetores. O controle dos vetores é uma responsabilidade não só do Estado, mas também da sociedade como um todo. A reprodução do Aedes aegypti costuma ser mais intensa durante o verão, já que as altas temperaturas favorecem a reprodução do mosquito. O mosquito precisa de locais com água parada para se reproduzir. A principal ação para a prevenção das doenças como dengue, chikungunya ou zika é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem medicamentos específicos para esses vírus.

O ovo do Aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde ele foi depositado estiver seco. Se este local onde estão os ovos receberem água novamente, eles poderão ficar ativos e atingir a fase adulta em poucos dias, dando origem a novos mosquitos. Por isso, após eliminar a água parada, é importante lavar os recipientes com água e sabão. A principal medida de controle destes vetores é a eliminação de locais favoráveis à procriação, os chamados criadouros. Para isso, é importante evitar acúmulo de lixo e de outros locais que favoreçam o acúmulo de água, como pneus, garrafas e pratos utilizados abaixo de vasos de plantas.

Além do controle ambiental, a prevenção pode ser feita por meio da proteção pessoal. Para isso, utilize telas em janelas e portas, faça uso de roupas compridas (calças e blusas de manga longa) e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas.

Créditos: Lisandro Paim