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29.01.2016 MAIS VIDA

Aumentam transplantes no Estado

Grupo Hospitalar Conceição está entre as instituições que mais captam órgãos no Estado. Trabalho desenvolvido pela Cihdott GHC é reconhecido e valorizado
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Augusto Capelletti, coordena a Cihdott GHC.

O ano de 2015 alcançou bons índices em se tratando de doações de órgãos no Rio Grande do Sul. Em balanço divulgado nessa quarta-feira, 27 de janeiro, a Secretaria Estadual da Saúde informou que o Estado teve um acréscimo de 10% nos transplantes de órgãos, em relação ao ano anterior. Em 2014, foram registrados 2.075 transplantes e, em 2015, 2.274. Esses números são também reflexos do trabalho das Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdotts) dos hospitais do Estado, responsáveis por notificar a possibilidade de doação, conversar com os familiares do doador e dar suporte para a coleta de órgãos. No Grupo Hospitalar Conceição, uma das instituições que mais captam órgãos no Estado, o balanço de 2015 traz momentos importantes como a primeira doação do Hospital Fêmina e a certificação do Hospital Cristo Redentor como uma Instituição Incentivadora da Vida.

Durante o ano, foram realizadas no GHC 77 captações de córneas, 22 de múltiplos órgãos e 17 de pele.

Primeira doação do HF

Em 3 de dezembro de 2015, o Hospital Fêmina teve a sua primeira doação de órgãos e pele. As Cihdotts do Hospital Conceição e do Hospital Cristo Redentor foram avisadas de que havia uma paciente com o potencial de doação de múltiplos órgãos. A doação foi realizada junto com o auxílio da Cihdott do Hospital Conceição, em razão da comissão responsável no Hospital Fêmina ainda estar em formação. Devido à característica materno-infantil do hospital e da maioria dos óbitos por carcinomas, o Fêmina não possui muitas possibilidades de doação.

Certificação do Governo do Estado

O Hospital Cristo Redentor recebeu uma certificação do governo do Estado do Rio Grande do Sul, em cerimônia realizada no Palácio Piratini, no dia 25 de setembro. A solenidade homenageou oito hospitais como “Instituição Incentivadora da Vida”, em alusão ao Dia Mundial da Doação de Órgãos, comemorado no dia 27 de setembro. A intenção foi destacar a importância do trabalho desempenhado pelas Cihdotts no processo de captação de órgãos. A homenagem foi entregue pelo governador José Ivo Sartori. “O Hospital Cristo Redentor está colocado na primeira linha das instituições que participam dos transplantes no Estado”, afirma o coordenador da Cihdott/GHC, Augusto Capelletti.

Doações de pele

Em 2010, o GHC captou nove peles. Em 2015, o número praticamente dobrou, chegando a 17 doações. As doações são encaminhadas para o banco de pele da Santa Casa, que distribui pele para todo o Brasil e países do exterior. Segundo Capelletti, a doação de pele está surgindo como uma nova cultura. No entanto, ele ressalta que ainda há falta de informação sobre esse procedimento. “Há muito tabu em relação aos órgãos. E sobre a doação de pele, as pessoas imaginam que vai haver muita deformação no corpo, mas, na verdade, fica menos que uma escoriação, um machucado. É um milímetro que se tira da pele”, explica.

Comissões responsáveis

O processo de captação de órgãos é acompanhado pelas Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) de cada hospital. O trabalho iniciou em 2007 no Grupo Hospitalar Conceição, de forma voluntária. A partir da profissionalização, a equipe passou a perder menos doadores em potencial. Até essa mudança, a falta de estrutura fazia a Cihdott perder muitas doações.

Os profissionais da comissão designados a conversar com as famílias sobre a possibilidade da doação. A equipe precisa encontrar o momento certo de abordar um parente do doador, trazendo explicações e com muita compreensão da dor do familiar. Os profissionais da Cihdott são capacitados para as entrevistas familiares e para dar notícias tristes, tentando superar as negativas familiares que chegam 30% dos casos no GHC, inferior aos 44% da média do Rio Grande do Sul.

Como parte do aprendizado, as comissões elaboram encontros quinzenais para troca de ideias sobre os casos ocorridos: “Pelo nível de conhecimento, nossos membros chegam a dar palestras em outros lugares sobre o tema. Mas o aprendizado nunca para”, ressalta Cappelletti.

Créditos: Giovanni Andrade